Marina Silva e Eduardo Campos: coligação não é verticalizada| Foto: Sérgio Lima/Folhapress

A ex-ministra Marina Silva afirmou ontem que a aliança da Rede com o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, "não é verticalizada" e admitiu que os dois partidos podem não estar juntos em alianças nos estados nas eleições de 2014.

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Sobre as divergências entre a Rede e o PSB nos estados, ela afirmou que não há obrigação de se repetir a lógica nacional – pela qual a Rede se uniu ao PSB para apoiar a candidatura presidencial de Campos. "A nossa aliança não é verticalizada, não estabelece para a lógica dos estados a mesma lógica que temos no plano federal", disse Marina. "Em alguns casos, como do Paraná, a Rede está apoiando a candidatura do PV, da deputada Rosane [Ferreira], e o PSB está mantendo o mesmo processo de discussão que já estava com o PSDB". Outro problema é em São Paulo, onde a Rede rejeita o apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que é defendido por setores do PSB.

Segundo Marina, a estratégia é discutir primeiro o conteúdo programático da candidatura nacional para que isso ajude na composição das alianças regionais. Campos reconheceu as dificuldades, mas diz que hoje há 20 estados "com caminho muito tranquilo entre a militância da Rede e o PSB" e que, naqueles onde os dois partidos tiverem alianças diferentes, vão se juntar "à coligação que vai ter mais coerência de cima abaixo". Ele se reú­ne hoje com o presidente do PPS, Roberto Freire, em Recife, para formalizar a aliança entre as duas siglas e debater o mapa eleitoral nos estados.

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Marina e Campos participaram ontem do primeiro seminário programático da Rede, realizado em Brasília, e que também teve a presença de integrantes do PSB.

Arestas

Em outubro, após ter o registro partidário negado pela Justiça Eleitoral, a Rede decidiu se filiar ao PSB e apoiar Campos em 2014. Antes da aliança entre os dois, Eduardo Campos vinha tentando uma aproximação com o agrobusiness, com o qual a Rede mantém relação conflituosa. Recentemente, por exemplo, um dos possíveis aliados de Campos, o líder do DEM na Câmara e ruralista, Ronaldo Caiado (GO), foi afastado do cenário por duras declarações de Marina.