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Os quatro seguranças do empresário Paulo César Farias, o PC Farias, devem ir a julgamento no Tribunal do Júri pela morte do ex-tesoureiro e de sua namorada Suzana Marcolino. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira o recurso dos seguranças de PC Farias para anular a denúncia de homicídio duplamente qualificado.

Adeílton Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, José Geraldo da Silva e Josemar Faustino dos Santos ingressaram no STJ para tentar desqualificar a sentença do Tribunal de Justiça de Alagoas. A idéia da defesa dos seguranças era trancar a ação e evitar o julgamento do júri, alegando inconsistências na denúncia.

A defesa insiste na tese de homicídio seguido de suicídio. Segundo o advogado dos seguranças, essa hipótese estaria configurada pelo fato de a promotoria não ter descrito adequadamente a participação dos seguranças no crime.

Para o relator do recurso no STJ, ministro Felix Fischer, se a denúncia não é um primor em termos técnicos, não impede, entretanto, a defesa dos acusados. O ministro disse, ainda, que seria praticamente impossível a denúncia conseguir descrever comdetalhes a participação exata de cada um dos seguranças no crime, especialmente diante da complexidade das circunstâncias que o cercaram.

Mortes

PC Farias foi morto em junho de 1996, na casa de praia de Guaxuma, em Alagoas. Diversas perícias foram realizadas. O Ministério Público afirma que levou em consideração como prova para denunciar os seguranças alguns elementos, como o horário em que PC e Suzana foram mortos, o arrombamento da janela e a intensidade dos tiros.

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