A Polícia Federal descobriu o envolvimento de três empresas no esquema de fraude de licitações da Petrobras no Rio. Não está descartada a participação de outras companhias.
Segundo o delegado Cláudio Nogueira, responsável pela Operação Águas Profundas, as empresas subornavam funcionários da estatal para vencer as licitações de reforma e construção de plataformas marítimas de exploração de petróleo.
As investigações indicam, segundo a PF, que o dinheiro do suborno não era declarado à Receita Federal. "As empresas usavam esquema de caixa 2", explicou o delegado.
Desde cedo, policiais cumprem 40 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de prisão expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal. Pelo menos doze suspeitos já foram presos até o início da tarde desta terça-feira (10), segundo a polícia.
O esquema
Segundo o Ministério Público Federal, funcionários da Petrobras passavam informações privilegiadas, mediante propina paga pelas empresas envolvidas nas fraudes dos processos de licitação de construção e reforma de plataformas marítimas da estatal. A PF informou que já há funcionários presos na sede da superintendência, na Praça Mauá, na Zona Portuária do Rio, mas o número de detidos não foi divulgado.
O procurador Carlos Alberto Aguiar informou que os suspeitos beneficiados pelas fraudes ocultavam parte do dinheiro proveniente dos contratos das licitações em empresas fantasmas.
Posição das empresas
As empresas beneficiadas seriam a Angraporto Offshore, a Mauá Jurong e a construtora Iesa. Segundo a denúncia encaminhada à justiça pelo procurador, foi criado um esquema de circulação clandestina desses recursos, com emissão de notas fiscais falsas, para sonegar o pagamento de tributos federais.
Na sede da empresa Angraporto, em Botafogo, na Zona Sul, funcionários informam que ninguém tem autorização para prestar esclarecimentos.
A Mauá Jurong informou que foi surpreendida com a notícia e irá se posicionar mais tarde.
Já na Iesa, nenhum funcionário contactado por telefone quis se pronunciar sobre o caso.
Petrobras diz que afastou funcionários
Em nota, a Petrobras informou que a prisão de funcionários envolvidos no esquema recebeu o apoio da empresa. Segundo a Petrobras, a pedido da Procuradoria da República do Estado do Rio de Janeiro, nenhuma atitude foi tomada anteriormente para não prejudicar as investigações.
Ainda segundo a empresa, os envolvidos foram afastados de suas funções e foi instalada uma comissão de sindicância para apurar as irregularidades.
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