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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Como se não bastasse a sanha arrecadatória aqui no Brasil; agora, o ministro Fernando Haddad quer um imposto global para taxar os super ricos.

A ideia de taxar os mais ricos para transferir dinheiro para os mais pobres se baseia na falácia de que economia é um “jogo de soma zero”, ou seja, só há pobres porque existem super ricos. 

No fundo, por trás dessa falácia, há um pensamento marxista de que os ricos exploram os pobres, gerando um processo de desigualdade na sociedade. Por esse raciocínio, bastaria transferir dinheiro dos ricos para os mais pobres, por meio de impostos, que o problema estaria resolvido.

O que se omite nessa lógica é que os empresários geram riqueza na sociedade. Jeff Bezos, maior acionista da Amazon, criou uma empresa do zero que se tornou uma gigante do varejo online e tecnologia. Graças à sua empresa, milhares de pessoas têm emprego e renda mundo afora. Não só isso: uma empresa como esta movimenta a economia, e impacta positivamente demais setores, gerando um círculo virtuoso de criação de emprego e renda.

A própria história do mundo mostra que a renda per capita da humanidade dá um salto – e não para de crescer a partir daí – após a Revolução Industrial. Para muitos acadêmicos, a Revolução Industrial é o marco inicial do capitalismo.

O brilhante economista Ludwig von Mises define capitalismo como produção em larga escala. De um lado, empresários querem lucrar e vender seus produtos, de outro, consumidores buscam satisfazer suas necessidades. O objetivo de ambos os lados é viabilizado pela revolução tecnológica, que permitiu o barateamento do custo total médio – ganhos de eficiência com produção em larga escala –, tornando acessíveis bens para a maioria da população. Nesse processo, todos saem ganhando: empresários lucram, a empresa gera empregos e renda para a sociedade, e os consumidores têm as suas demandas atendidas. 

Se ainda tem dúvida das benesses de uma economia de livre mercado, basta comparar o padrão de vida de um rei da Idade Média com uma faxineira de uma capital brasileira. Uma faxineira em São Paulo tem um padrão de vida mais confortável do que qualquer rei ou nobre da Idade Média. Para começar, ela extrai um dente com anestesia, tem acesso a antibióticos, absorventes, água encanada, rede de esgoto, banho quente, celular e se desloca mais facilmente pela cidade por metrô e ônibus, etc. 

Já o nobre da Idade Média não tinha absolutamente nada disso. O mundo pré revolução industrial era barra pesada. Não havia anestesia, remédio para dor de cabeça, uma simples amigdalite poderia matar uma pessoa, e o Rei Sol fazia “suas necessidades” nos cantos do Palácio de Versalhes, e não num vaso sanitário com descarga. 

É claro que a vida de uma faxineira em São Paulo não é um mar de rosas, mas certamente é ainda muito melhor do que qualquer nobre feudal. Todo conforto material de hoje simplesmente não existia no passado.

Alguém, ingenuamente, poderia questionar que esta comparação não faz sentido porque são épocas diferentes. Errado. O simples passar do tempo não traz desenvolvimento econômico e inovações tecnológicas para a sociedade. Na verdade, o que explica uma faxineira em São Paulo ter um padrão de vida muito melhor do que qualquer rei da Idade Média é justamente o processo capitalista que trouxe redução da pobreza por onde foi implementado.

A beleza do capitalismo é justamente tornar acessível produtos e serviços antes pertencentes apenas aos mais ricos

Veja o exemplo dos celulares. Num primeiro momento, apenas os ricos tinham acesso aos aparelhos. A diferença de satisfação daqueles que tinham para os que não possuíam celular era muito grande. Um grupo podia falar em qualquer lugar, enquanto outros, não. 

Num segundo momento, com a produção em larga escala, o celular se tornou acessível a praticamente toda a população. É claro que os riscos têm acesso à última versão do Iphone ou do Samsung, enquanto os mais pobres têm smartphones mais simples. No entanto, nesse caso, a diferença de satisfação entre os mais ricos e mais pobres é bem menor do que no primeiro exemplo (entre ter e não ter celular). Afinal, um smartphone mais simples faz ligações, tira foto, acessa a internet, tem Whatsapp e Instagram, entre outros aplicativos.

Todo esse avanço de conforto material da humanidade não foi obtido por políticos e burocratas estatais, mas por empresários, engenheiros, químicos, cientistas, etc. Mais do que isso: por um sistema que premia a meritocracia, incentivando a busca por produtividade, eficiência, qualidade e inovação.

O imposto global vai na contramão da lógica capitalista. Irá apenas desincentivar a criação de riqueza, transferindo dinheiro de empresários produtivos, que geram renda e emprego para a sociedade, políticos e burocratas estatais. Na prática, o dinheiro não chegará aos mais pobres, mas servirá apenas para alimentar os luxos dos parasitas estatais. O Estado, por si, não produz e nem gera riqueza. 

Quem gera desigualdade não é o capitalismo, mas justamente a falta dele, ou o excesso de Estado - o que dá no mesmo.

Conteúdo editado por:Aline Menezes
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