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No fim desta semana vamos votar. Espero que não falte muita gente, porque é necessário não deixar os outros decidirem pela gente, se temos vontade mesmo de mudar o país, de garantir futuro, de garantir empreendimento, crescimento, emprego e outras condições de segurança jurídica. E que a gente possa voltar a confiar na Justiça.
Que a gente possa ter um Poder Legislativo com força, que possa ter uma presidência que desestimule a corrupção, desestimule a mentira. Então, temos que votar — dos 16 anos até os 130, vamos votar —, porque o voto de cada um é importante. Está um desânimo grande na campanha de Lula. Muita gente já tá apostando — eu não acredito que possa ter resultado já no primeiro turno —, mas muita gente que conhece o Nordeste me diz que Flávio já vai sair do primeiro turno na frente.
E aí é um segundo turno mais ou menos favorável a Flávio, porque o Zema, por exemplo, declarou voto em Flávio já no primeiro turno, liberou o Novo para fazer isso. Caiado não. Caiado ainda deu palpite lá nessa história de Nossa Senhora Aparecida. Ele vai acabar perdendo o voto, porque essa história de Nossa Senhora Aparecida é uma absoluta mentira.
Inventaram mentira e Dino mantém a mentira
Ainda que fosse, mas não é. Flávio nem estava no Congresso em 2007, estava no Rio de Janeiro, ou na Câmara de Vereadores ou na Assembleia Local. Não tem nada a ver com isso, com essa proposta. É uma proposta que não ia adiantar nada, porque quem declarou que Nossa Senhora da Conceição Aparecida é padroeira do Brasil foi um decreto do Papa Pio XI em 1930. Então não tem lei brasileira que consiga derrubar decreto do Papa. Inventaram uma mentira sem fundo histórico, sem saber de que estão falando.
E o pior é que, derrubada a mentira pelo Tribunal Eleitoral, o ministro Dino no Supremo derruba a derrubada. Como disse o editorial do Estadão, o ministro Dino está trabalhando na campanha de Lula. Ele ainda continua subordinado a Lula como um ministro da Justiça, como estava quando era ministro da Justiça. Aliás, ele foi votado, foi escolhido pelo Maranhão para ser subordinado aos eleitores maranhenses. Desrespeitou tudo isso. Meu Deus, como é que uma democracia vai funcionar desse jeito? Não funciona.
Bom, mas essa história das bets não me sai da cabeça. Como é que a aposta eletrônica é proibida porque faz mal pras famílias, e as apostas, as 12 loterias da Caixa Econômica Federal não são proibidas? Nem precisa de medida provisória para proibir: basta dar ordem. Para com isso, isso faz mal para as famílias. Como é que continua Quina, Lotofácil, Instantânea, Dupla Sena, LLotomania, Super Sete, Mega-Sena, Timemania, Loteca, Federal?
Lula e o PT desrespeitam as religiões
Meu Deus, que mentira é essa? Que hipocrisia é essa? Umas ficam proibidas, as outras não ficam. Vai ser tiro no pé, assim como essa ridícula blasfêmia de envolver Nossa Senhora Aparecida na campanha eleitoral, depois de Lula dizer que o vermelho da bandeira do PT é o sangue de Cristo. As religiões exigem respeito e a lei manda que se respeitem as religiões. Está na Constituição, tá lá no Artigo 5º. E Lula jurou cumprir a Constituição, só que ele não deve ter lido, ele não sabe o que está fazendo.
E está como o pessoal da campanha imagina: a campanha de Lula tá desanimada. Até no Nordeste há esse desânimo da campanha de Lula. Eu queria comentar aqui — falei em Nordeste —, mais um ônibus tava indo de Fortaleza para Palmas, se não me engano, e capotou. O ônibus está intacto, tanto que foi descapotado e tá intacto ele. Eu até acho que ele poderia sair andando. Sete mortos lá dentro ou lá fora. Treze feridos.
Obviamente são pessoas que estavam sem cinto. Eu vou insistir aqui: não usar cinto em ônibus é o mesmo que não usar cinto em carro. É a mesma coisa, é a mesma lei da inércia. O sujeito usa cinto para não ficar se batendo de um lado para o outro, não sair pela janela, não ser esmagado pelo ônibus que rola. Pensem nisso.

Alexandre Garcia começou sua trajetória no jornalismo na década de 70. Trabalhou na Globo, onde passou pelos principais telejornais da emissora. Hoje atua como comentarista em 32 jornais e 210 rádios. É um dos nomes mais respeitados da imprensa brasileira, por sua expertise e opiniões contundentes, exercendo grande influência na mídia nacional. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.






