Governo Temer dá R$ 15,5 milhões para Chapecoense reformar Arena Condá

A falta de respeito com dinheiro público ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (4). Em mais um caso de inversão de prioridades, o presidente Michel Temer autorizou a aplicação de R$ 15,5 milhões de verbas de emendas parlamentares na reforma da Arena Condá, casa da Chapecoense.
Os trabalhos devem ser finalizadas até o fim do ano que vem. A praça esportiva pertence ao município de Chapecó, e deve receber reformas nas alas oeste e sul, com rebaixamento da arquibancada e obras de acessibilidade. A capacidade de público não vai mudar. Haverá um museu com a história do clube e da cidade, que comemora o centenário neste ano.
A ideia do museu é lembrar as 71 vítimas da tragédia aérea envolvendo a delegação do clube, em novembro de 2016.
Embora seja uma causa nobre não parece ser apropriado o uso do dinheiro suado dos brasileiros para este fim. De acordo com o O Globo, que trouxe a notícia, o dinheiro oriundo de emendas parlamentares deixa o Poder Legislativo à vontade para opinar na alocação de verbas, principalmente em suas bases eleitorais. A previsão é que R$ 10 milhões sejam liberados neste ano.
Temer garantiu a verba recebeu uma camisa da Chapecoense com seu nome nas costas. O peemedebista prometeu usá-la em caminhadas pela manhã, no Palácio do Jaburu.
“Queremos guardar a memória dessa equipe, que foi símbolo de tantos atos de solidariedade”, disse o prefeito de Chapecó, Luciano José (PSD), após o encontro com Temer. As obras devem ser concluídas no segundo semestre de 2018. “Tivemos do presidente a sinalização de uma liberação de R$ 10 milhões ainda em 2017. Mais R$ 5,5 milhões serão liberados em 2018”, acrescentou.
“A equipe não é mais da cidade, é mundialmente conhecida. A partir de atos de solidariedade da Colômbia, se tornou um time de futebol muito querido pelo Brasil e mundo”, arrematou. Bela justificativa.
De acordo com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), a liberação desses recursos só foi possível após a articulação de parlamentares do PSD, que abriram mão de parte dos recursos destinados às suas emendas.