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E Richard Schickel caiu. Sim, o poderoso critico da revista Time, que esteve na 35ª Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo, para lançamento do livro Conversas com Scorsese, editado pela Cosac Naify, tomou um tombo daqueles no início do debate com o público e noite de autógrafos no Cine Sesc, no final da noite de terça-feira (01).

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Ao ser apresentado por um integrante da mostra, ele simplesmente não viu os degraus quando se dirigia para sua cadeira e foi direto para o chão. O desconforto durou pouco, ele se desculpou com o público e foi bastante aplaudido.

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Schickel conversou com os espectadores após a exibição da cópia restaurada de Taxi Driver, dirigido por Martin Scorsese em 1976. Falou da sua amizade com o cineasta, deu opiniões sobre o período que considera o mais fértil do diretor e corrigiu sem pudor algumas colocações dos presentes. Afinal, Schickel acompanhou toda a carreira de Scorsese já que, mesmo antes dele lançar filmes, já escrevia sobre cinema na Time.

O crítico só não conseguiu definir o porquê de Taxi Driver causar tanta fascinação ainda hoje. Segundo ele, um filme que não é “gostável” de primeira. A exibição foi uma das mais concorridas da mostra e teve ingressos esgotados rapidamente. O Cine Sesc ficou lotado e a fila antes da projeção (que teve um atraso de 20 minutos) quase virou o quarteirão na rua Augusta.

Revendo a restauração (que estreou em fevereiro no Festival de Berlim), é possível tirar algumas conclusões sobre Taxi Diver: alem da complexidade do personagem, o filme traz um lado hilariante, colocando em destaque toda a inadequação social do taxista em meio a todas as mazelas de Nova York.

Por enquanto, não há informações sobre uma possível estreia comercial da cópia restaurada.

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