Cerca de 40 índios Guaranis e Caingangues se reuniram em frente ao prédio da Advocacia-Geral da União em Curitiba nesta quarta (13). Eles protestaram contra a regulamentação que muda a forma como terras indígenas são demarcadas.
O “marco temporal” foi assinado por Michel Temer em julho. Com sua aplicação indígenas só poderiam reivindicar um determinado local se o ocuparem desde 1988. Ou seja, desde o ano em que a Constituição Federal foi promulgada.
Os manifestantes ocuparam o pátio da AGU com faixas e fecharam durante meia hora a Avenida Munhoz da Rocha, onde fica o prédio da instituição.
Em nota, a AGU diz que os manifestantes foram recebidos e protocolaram “um documento em que protestam contra a violação dos direitos constitucionais indígenas”. A manifestação ocorreu pacificamente.
Nota dos indígenas
“A ocupação do prédio da Advocacia Geral da União promovida hoje pelos povos Guarani e Kaingang, de aldeias da região metropolitana de Curitiba (Araçaí e Tupã nhe-é Kretã), motivada contra o parecer do AGU, o marco temporal, que reconheceria apenas as terras indígenas aquelas que estariam ocupadas desde antes da Constituição de 88.
Outra pauta defendida é a permanência dos guaranis na aldeia urbana de Jaraguá, situada na cidade de São Paulo, que corre o risco de ser desapropriada, também sob a chancela do reacionário Estado brasileiro.
Cerca de quarenta indígenas e também apoiadores da luta ocupam desde às 10:00 o pátio da AGU, e logo após o almoço, por volta do meio dia e meia, trancaram a avenida que dá acesso ao órgão, enfrentando bravamente caminhões e motos do exército que ameaçaram passar por cima dos manifestantes.”
Nota da AGU
“A Procuradoria da União no Paraná, unidade da AGU localizada no endereço mencionado, confirma que, por volta das 9h da manhã, aproximadamente 30 indígenas de várias etnias se posicionaram na entrada e na área de estacionamento do órgão, portando faixas.
À tarde, representantes do grupo foram recebidos e ouvidos pelos advogados da União. Por fim, eles protocolaram no órgão documento em que protestam contra a violação dos direitos constitucionais indígenas. O grupo já deixou a área da procuradoria.”
Colaborou: Camila Abrão.
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