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Jogo bruto do impeachment merecia uma CPI. Deputados topariam?

Nelson Meurer. Foto: Wenderson Araújo/Gazeta do Povo (Foto: )
Nelson Meurer. Foto: Wenderson Araújo/Gazeta do Povo

Nelson Meurer: deputado do PP mudou de lado em cima da hora. Foto: Wenderson Araújo/Gazeta do Povo

O jogo em Brasília nos últimos dias deve ter sido bruto. Bruto de uma maneira que nós, você e eu, que estamos fora de lá, jamais conseguiremos imaginar. Basta ver pelas migrações improváveis de um lado para o outro.

Deputados que eram “firmes” de um lado, de repente passaram para outro. Partidos inteiros que estavam com um lado mudaram de ideia. O líder do PMDB, eleito para ficar com Dilma, orientou voto pelo impeachment.

O vice-presidente da Câmara, aliado de primeira hora de Cunha, debandou para o lado de Dilma. Ministros que acabam de sair do governo anunciam voto contra esse mesmo governo.

Cargos foram prometidos. Alguns, oferecidos pelo atual governo, já foram preenchidos. Outros, supostamente prometidos pelo outro lado, só se verão contemplados depois de Dilma cair. Se cair.

Fato é que, se a  coisa fosse séria como se diz que deveria ser, seria necessária imediatamente uma CPI do impeachment. Mas alguém topa?

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