
Uma pesquisa realizada pelo Comitê Brasileiro de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos (CBDDH) mostra que 66 defensores foram assassinados no Brasil em 2016. Todas as mortes têm conexão com as causas defendidas, segundo o documento. A maioria delas ocorreu em conflitos no campo. As regiões norte e nordeste do país são as mais perigosas para quem atua na defesa dos direitos humanos – foram 56 assassinatos.
O Paraná aparece na lista com as mortes de Vilmar Bordim e Leomar Bhorback. Os dois eram integrantes do MST e faziam parte do Acampamento Dom Tomás Balduíno em Quedas do Iguaçu. Foram mortos pela polícia em 7 de abril de 2016. Existe um conflito nas versões sobre o ocorrido.
Na época os dois lados se manifestaram. Segundo a Secretaria de estado de segurança pública (Sesp), os policiais foram emboscados pelos sem-terra. Já os representantes do MST afirmam que foram os policiais que preparam uma emboscada com o intuito de desocupar a área.
Um estudo da ONG Front Line Defenders, divulgado pela Anistia Internacional em maio deste ano, fez um levantamento mundial sobre o tema. No ano passado, segundo a pesquisa, 281 defensores de direitos humanos foram assassinados em 22 países.
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