
A Urbs deve passar por uma forte reestruturação nos próximos tempos. E aparentemente isso começou com a demissão de dois de seus diretores mais importantes. Embora a saída não seja oficial, Luiz Filla e Antônio Carlos Araújo parecem estar de partida.
As mudanças começaram com a indicação neste mês de Ogeny Pedro Maia para a presidência da Urbs, depois da saída de José Antônio Andreguetto. Segundo dizem nos bastidores, o novo presidente assumiu com carta branca para mudar o que fosse necessário, tanto em termos de nomes quanto em estrutura.
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O prefeito Rafael Greca estaria preocupado porque via na equipe uma resistência a adotar algumas medidas que ele havia prometido na campanha, como a integração temporal (que permite a troca de ônibus sem pagamento de nova passagem) e mudanças no sistema de cobrança eletrônica.
Reforma
Além da troca de nomes, Maia deverá ter de lidar também com uma diminuição das despesas da Urbs – o que implica uma guerra com o sindicato que representa seus funcionários. Os dois lados admitem que a empresa precisa diminuir custos, mas as soluções apresentadas pela empresa são tidas como inaceitáveis pelos empregados.
A Urbs quer reduzir em 25% o salário de quem teve jornada reduzida, reestruturação de organograma, fim do abono de Natal, suspensão de progressões de carreira, fim de anuênios e um plano de demissões por incentivo. O Sindiurbano reclama que todo o peso da redução de custos recai sobre os funcionários.
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A Urbs é vista pela prefeitura como elemento central para a melhoria da cidade. Responsável pelo transporte urbano, a empresa gere mais de R$ 1 bilhão ao ano e atende quase dois milhões de passageiros por dia. Entre os problemas que a nova diretoria deve enfrentar estão a frota defasada, a qualidade do serviço e o alto preço da tarifa.
A prefeitura, por enquanto, não confirma as demissões dos diretores. Também não se sabe ainda quem serão seus substitutos.
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