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Lula e o PT eram contra a CPMF. Isso não é segredo. Hoje, no governo, defendem o imposto. Um caso em que prevalece a velha e esdrúxula prática de mudar de posição pelas conveniências.

Mas e o tucanato? O príncipe FHcê governou absoluto. Quando pensava algo, no olimpo de sua intelectualidade, o Congresso dizia… amém!. Foi assim na reeleição. Nada de referendo. Nada de consulta à população. Manipulou o Congresso e pronto.

Com a CPMF não foi diferente. Para criar o “imposto do cheque” FHcê teve de dar um jeito de mudar a Constituição. Criou a tal da Emenda Constitucional número 12. A mudança ocorreu em 15 de agosto de agosto de 1996. Em outubro do mesmo ano a CPMF começou a valer (Lei 9.311/96). Seria por dois anos. Seria. FHcê precisava se reeleger.

A prorrogação não era tudo para a turma de FHcê. Decidiu aumentar a alíquota de 0,25% para 0,38%. O prazo da prorrogação? 2002, quando terminaria o mandato.

Foi o tucanato e a turba do extinto e dinossáurico PFL, hoje Demo, que vieram com a nova de cruzar informações bancárias com as declarações de Imposto de Renda dos contribuintes. Tudo para evitar sonegação.

“No dia em que a riqueza e a herança forem taxadas, nós concordaremos com o fim da CPMF”. Frase de Adib Jatene, ex-ministro da Saúde de FHcê, inspirador da CPMF e, na época, defensor ferrenho da contribuição.

Fora do governo, o pai FHcê não reconhece o filho. Como pediu para esquecer o que ele escreveu quando era professor, quer esquecer também a CPMF. O criador rejeita a criatura.

“Nada mais justifica a manutenção da CPMF”, diz. No governo dele justificava, no dos outros, não.

Em 1969, FHcê publicou seu mais importante livro, Dependência e Desenvolvimento na América Latina (com Enzo Faletto). Nem Franz Kafka, autor de A Metamorfose, explicaria a transmutação sofrida pelo príncipe das elites brasileiras.

“Não é realista imaginar que o desenvolvimento capitalista resolverá problemas básicos para a maioria da população. Ao fim, o que deve ser discutido como alternativa não é a consolidação do Estado e a realização plena do “capitalismo autônomo”, mas sim a sua superação. A questão relevante, então, é como construir caminhos para o socialismo.”

As frases são de FHcê, em 1985.

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