A tempestade de vento, chuva e granizo transformou a cidade e nosso cotidiano. Árvores caídas, sinaleiros apagados, casas destelhadas, empresas, tudo às escuras. O caos envolveu nossas vidas.
Houve quem comemorasse por ser liberado do trabalho, houve quem se estressasse por ver seus planos do dia irem por água abaixo, em alguns casos literalmente. Houve quem simplesmente olhasse pela janela tudo desabar la fora.
Vi gente desesperada pelas mais variadas razões. Minha família, será que está tudo bem com ela? Será que aconteceu alguma coisa em casa, enchente, infiltração de água, queda de árvore? E aquele trabalho que eu tinha que entregar hoje? E agora, o que vai acontecer?
Desespero foi ver o carro esmagado pela árvore, com seus galhos destroçados e as raízes expostas. Por que não fiz o seguro? Maldição do clima, azar?
O computador não funciona, o telefone fixo também. Não adianta tentar o celular, ele está mudo. Ficamos incomunicáveis em meio a uma parafernália de aparelhos de comunicação.
Então veio à mente aquela pergunta do poeta Carlos Drummond de Andrade: “E agora José? A festa acabou, a luz apagou, …”.
Para os mais apocalípticos foi uma chance e tanto para fazer um balanço de suas vidas: onde foi que errei, quantas vezes pequei, o que fiz de bom nesse mundo, agora que ele está se acabando.
O tempo que durou a tormenta serviu para aprofundar a convicção de quanto somos frágeis diante da força da natureza, apesar de todas as tecnologias, de todos os aparatos para nos proteger.
Célio Martins
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