A revista Época desta semana visita um período da vida de Dilma Rousseff (PT) que ela não tem feito muita questão de detalhar durante a campanha. Não é novidade que ela militou em grupos de esquerda contra a ditadura militar, mas pouca gente sabe direito como.
A reportagem não é bem um documento histórico, mas, para um leitor sensato, até que pesa favoravelmente à petista. Dilma é retratada muito bem pelas companheiras de quase três anos de cárcere. Algumas a citam como “bem-humorada” e, especialmente, muito solidária.
Dilma não deve gostar de tocar muito no assunto porque, afinal, não deve ser divertido falar sobre um período de prisão e tortura. Mas a ultra-direita adora lembrar o episódio para desmerecê-la.
Na verdade, Dilma é quem deveria tirar o fantasma do armário. Se precisar detalhar o assunto, que ele seja detalhado (pelo menos durante o período eleitoral é obrigação). Até porque José Serra também foi um militante de esquerda durante a ditadura.
Serra não foi preso nem torturado, mas teve de se exilar no Chile. Não, também não é nada divertido falar sobre exílio. Nesse quesito, eles estão merecidamente empatados.
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