Parece o hino do Grêmio, mas é uma matéria publicada hoje pela Gazeta do Povo:
Erenice Alves Guerra, 51 anos, sempre teve Dilma Rousseff como “madrinha” no governo Lula. As duas começaram a trabalhar juntas em 2002, durante o governo de transição. A parceria prosseguiu no ano seguinte, quando Dilma assumiu o Ministério de Minas e Energia.
Em 2005, quando o escândalo do mensalão derrubou José Dirceu, Erenice esteve entre as seis pessoas que migraram com Dilma para a Casa Civil. Como secretária-executiva da pasta, atuou junto com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, na negociação da greve dos controladores de tráfego aéreo. A dupla conseguiu encerrar a paralisação.
Em 2008, ganhou notoriedade ao ser apontada como organizadora do dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a esposa Ruth e ministros da gestão do PSDB a partir de 1998. Embora o suposto dossiê tenha ampliado a crise dos cartões corporativos, o relatório da CPI que apurou o caso no Congresso não sugeriu qualquer punição a Erenice. Durante todas as investigações, contou com o apoio incondicional de Dilma.
Ao deixar a Casa Civil, em março, a presidenciável também intercedeu para que ela ficasse em seu lugar. Também foram cotados para a vaga Paulo Bernardo e Miriam Belchior, coordenadora-geral do PAC. A confiança só começou a ruir a partir das denúncias publicadas pela revista Veja, no sábado passado.
No domingo, durante debate na RedeTV!, Dilma não respondeu a uma pergunta sobre se colocaria a “mão no fogo” por Erenice. O estranhamento aumentou na terça-feira, quando a ainda ministra enviou uma nota à imprensa na qual desferia ataques a José Serra (PSDB), sem ter consultado antes o comando de campanha de Dilma. O texto dizia referia-se ao tucano como um “candidato aético e já derrotado, em tentativa desesperada da criação de um ‘fato novo’ que anime aqueles a quem o povo brasileiro tem rejeitado”.
Antes de atuar no governo, Erenice foi chefe de gabinete da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e, no final da década passada, integrou a assessoria jurídica do PT na Câmara dos Deputados. Advogada, ela é especializada em Direito Sanitário e Direito da Contemporaneidade.
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