A repercussão entre os brasileiros da manifestação pela anistia em Copacabana e o exílio do deputado federal Eduardo Bolsonaro nos EUA, para pressionar pelo retorno das liberdades no país, mostram um STF cada vez mais na berlinda.
Em sua coluna Falando Abertamente, a jornalista Cristina Graeml aponta que as pessoas têm mostrado que seu apreço pela liberdade é maior do que as intimidações. Elas deixam o medo de lado e protestam nas ruas e nas redes sociais. Como bandeiras, a correção das injustiças contra os manifestantes de 8 de janeiro, a restauração do devido processo legal e o pleno respeito aos direitos humanos, inclusive o direito à livre expressão. É um grito de basta à perseguição judicial, materializada em prisões e ameaças de prisão, confisco de passaportes, inquéritos ilegais, julgamentos realizados em foro errado, condenações abusivas e delações forçadas.
“Enquanto a indignação cresce na arena virtual e nas ruas, a verdade continua sendo maquiada, com a narrativa sem pé nem cabeça de golpe e a prisão de inocentes”, sublinha Cristina. Ela lembra, contudo, que cada vez fica mais evidente a “ditadura do pensamento do judiciário e a narrativa lulista para empurrar goela abaixo a historinha ridícula de que haveria um golpe de Estado no Brasil. (...) Golpe que nunca existiu, porque arma nenhuma foi apreendida. Eles só portavam bandeiras, Bíblias, garrafas d’água e batons”.
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Cristina convida os leitores a acompanharem o Mapa da Anistia. E a agirem para pressionar deputados e senadores a apoiar o projeto. Desde o protesto em Copacabana, já chegou a 200 o número de parlamentares que se declaram favoráveis a anistiar os envolvidos no protesto de 8 de janeiro.
A pressão não é apenas doméstica. A colunista destaca que o Congresso dos EUA está prestes a aprovar que autoridades de qualquer país sejam proibidas de pisar em solo americano, caso fique comprovado que tenham atentado contra os direitos humanos, dentre eles a liberdade de expressão e de manifestação.
Outro projeto proíbe tiranos e abusadores de fazer operações financeiras com empresas americanas. O que inclui até mesmo usar o cartão de crédito para compras na Amazon ou pagamento de assinatura da Netflix. O STF tanto fez que conseguiu se colocar numa posição de destaque global. Desse jeito.
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