O fundador da Open Society Foundations, George Soros.| Foto: Clemens Bilan/EFE/EPA
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Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um cenário preocupante de aumento nas interferências progressistas estrangeiras nos âmbitos político-cultural e, mais alarmantemente, nas igrejas cristãs. Estes movimentos que se disfarçam sob o manto de causas sociais e defesa dos direitos humanos representam um risco direto à fé cristã e aos princípios que sustentam a sociedade brasileira. Como seguidores da fé cristã, é nossa responsabilidade moral e espiritual nos opormos a essas ações que tentam distorcer e corromper a mensagem do Evangelho e subverter a autonomia das igrejas e da nossa nação.

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A intervenção de organizações estrangeiras no cristianismo

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Desde os primórdios do cristianismo até os dias atuais, sua influência positiva tem sido perceptível em diversas sociedades onde se difundiu. No entanto, é fundamental ressaltar que essa transformação é essencialmente guiada pelo Espírito Santo e enraizada nas Escrituras, não sendo pautada por agendas políticas ou ideológicas externas. Quando organizações internacionais com inclinações esquerdistas, como a Open Society Foundations ou a Ford Foundation, investem vultosas quantias em entidades que promovem uma visão progressista contrária aos valores cristãos, devemos ficar alarmados. Essas organizações visam enfraquecer a influência pública do cristianismo no Brasil ao se oporem diretamente aos princípios cristãos e moldar a sociedade de acordo com ideologias globalistas.

Essas organizações afirmam estar buscando uma sociedade “justa, inclusiva e sustentável”, mas o que realmente fazem é promover uma agenda globalista que se opõe radicalmente aos princípios ensinados na Bíblia Sagrada. O apoio ao aborto, à ideologia de gênero e à redução do encarceramento não são apenas temas políticos em debate – eles representam um ataque direto aos valores essenciais do cristianismo, como o respeito pela vida, a importância da família e os ensinamentos morais bíblicos. O financiamento dessas pautas por organizações estrangeiras progressistas que não partilham dos princípios cristãos evidencia claramente uma estratégia para enfraquecer a influência da igreja na sociedade brasileira, corrompendo o tecido moral da nação.

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A guerra cognitiva e a manipulação da narrativa

Um exemplo claro dessa intervenção é a tentativa de moldar a narrativa em torno do Projeto de Lei 1.904/24, que criminaliza qualquer aborto feito a partir de 22 semanas de gestação. A estratégia utilizada pelos inimigos do cristianismo é a da guerra cognitiva, em que a verdade bíblica é distorcida e manipulada pelos esquerdistas para servir a uma agenda secularista e anticristã. Essa estratégia não é nova, mas sua aplicação tem se tornado cada vez mais sofisticada e eficaz, especialmente com o apoio financeiro e logístico de organizações progressistas internacionais.

Organizações internacionais com inclinações esquerdistas afirmam estar buscando uma sociedade “justa, inclusiva e sustentável”, mas o que fazem é promover uma agenda globalista que se opõe radicalmente aos princípios da Bíblia

Artigos publicados por entidades como o Instituto de Estudos da Religião (Iser) exemplificam essa estratégia. Em vez de reconhecer o valor sagrado da vida, esses textos retratam a defesa do nascituro como uma forma de controle sobre as mulheres, uma visão completamente contrária aos ensinamentos cristãos que afirmam a santidade da vida desde a concepção. Para os cristãos, a vida é um dom de Deus, e cada ser humano é criado à Sua imagem e semelhança, merecendo, portanto, proteção desde a concepção até a morte natural. No entanto, os artigos do Iser buscam inverter essa verdade, apresentando a defesa da vida como uma opressão às mulheres, especialmente às mulheres negras, e como uma imposição patriarcal e racista.

Essa manipulação da narrativa por esquerdistas não é apenas um ataque à fé cristã, mas também uma tentativa de controlar a mentalidade da sociedade, impondo uma visão minoritária e anticristã sobre a maioria dos brasileiros. O conceito de “disputar a mentalidade social”, frequentemente utilizado por esses grupos, é, na verdade, um eufemismo para o controle da narrativa. Eles buscam incessantemente impor uma visão de mundo secularista e anticristã, artificialmente sustentada por um pequeno grupo bem financiado e engajado, sobre a maioria orgânica da sociedade que ainda valoriza os princípios cristãos.

A influência das ONGs e o perigo para as igrejas

O financiamento dessas agendas anticristãs por ONGs internacionais não é um fenômeno novo, mas sua intensidade e impacto têm crescido de forma alarmante nos últimos anos. O Iser, por exemplo, recebeu quase R$ 20 milhões em doações nos últimos cinco anos, principalmente de organizações esquerdistas que têm como objetivo explícito desmantelar a influência cristã na sociedade. Esse financiamento permite que essas entidades esquerdistas promovam suas pautas em diversos espaços, desde o Legislativo até as mídias, construindo uma rede de influência que busca silenciar vozes cristãs e promover uma agenda secularista.

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Essa rede de financiamento cruzado é extremamente eficiente em amplificar as vozes e agendas anticristãs. Por exemplo, o Fundo Brasil de Direitos Humanos, que atua como intermediário para doações de organizações como a Ford Foundation e a Open Society Foundations, é uma peça fundamental nesse quebra-cabeça. Além disso, novas organizações progressistas, como a Luminate, fundada pelo bilionário Pierre Omidyar (é dele a First Look Media, grupo por trás do site Intercept), têm se juntado a esse esforço, injetando mais recursos em iniciativas que visam enfraquecer a influência cristã no Brasil. A Luminate, através de seu financiamento direto e indireto, apoia uma série de projetos que buscam redefinir o papel da religião na esfera pública, sempre com um viés secularista e progressista.

Para nós, cristãos, essa realidade deve ser um chamado à ação. Devemos estar atentos a essas intervenções e agir para proteger nossas igrejas e nossa fé. A aceitação de financiamento estrangeiro de entidades progressistas que se opõem aos princípios cristãos é uma forma de traição à nossa fé. As igrejas que aceitam esses recursos se tornam vulneráveis à corrupção de sua missão e mensagem, desviando-se dos ensinamentos de Cristo para abraçar ideologias que promovem a morte, a destruição da família e a perversão moral.

O Estado laico e a influência cristã

Outro aspecto preocupante dessa guerra contra o cristianismo é a distorção do conceito de Estado laico. O Iser e outras entidades similares argumentam que a presença de cristãos na política é uma ameaça ao Estado laico. No entanto, essa visão é profundamente equivocada e intencionalmente distorcida. O Estado laico, em sua essência, deve garantir a liberdade religiosa e a participação de todos os cidadãos, incluindo os cristãos, na vida pública. A tentativa de excluir vozes cristãs do debate político não é uma defesa do Estado laico, mas sim uma forma de impor uma agenda secularista esquerdista que busca erradicar qualquer influência cristã na sociedade.

A presença cristã na política é fundamental para a preservação dos valores que sustentam nossa sociedade. Desde a defesa da vida até a promoção da justiça, a contribuição dos cristãos para a construção de uma sociedade justa e moralmente saudável é inestimável. O cristianismo ensina que todos os aspectos da vida, incluindo a política, devem ser submetidos à soberania de Deus. Portanto, a tentativa de marginalizar os cristãos sob o pretexto de proteger o Estado laico deve ser rejeitada e combatida firmemente. A participação ativa dos cristãos na política não é apenas um direito, mas uma responsabilidade daqueles que seguem a Cristo.

A responsabilidade dos cristãos

Diante dessas ameaças, a resposta dos cristãos, especialmente dos evangélicos, deve ser firme e clara. Não podemos permitir que forças externas esquerdistas determinem a direção de nossas igrejas ou influenciem a nossa fé. Mais uma vez: a aceitação de financiamento estrangeiro por parte de instituições cristãs deve ser rejeitada, pois compromete a integridade e a missão da igreja. Devemos lembrar que a nossa missão, enquanto cristãos, é proclamar o Evangelho de Cristo, crucificado por nossos pecados, morto e sepultado, e ressuscitado dentre os mortos, como ensina a Escritura Sagrada, e viver de acordo com os seus ensinamentos. Essa missão não pode ser comprometida por influências externas progressistas que buscam destruir tudo o que é sagrado.

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A aceitação de financiamento estrangeiro de entidades progressistas que se opõem aos princípios cristãos é uma forma de traição à nossa fé

Além disso, é imperativo que os cristãos estejam informados e engajados na defesa de nossos valores. Devemos apoiar políticos e líderes que compartilham de nossa fé e que estão dispostos a lutar contra essas agendas anticristãs. A participação ativa na política e na vida pública não é apenas um direito, mas uma responsabilidade daqueles que seguem a Cristo. A igreja deve ser uma voz profética na sociedade, chamando as pessoas ao arrependimento e defendendo os princípios morais e espirituais que nos foram confiados por Deus, na Sagrada Escritura.

Resistência e firmeza

Diante dessa ameaça progressista, a igreja deve responder com resistência e firmeza na fé. Devemos fortalecer a nossa comunidade cristã, focando na doutrina bíblica, na oração e na comunhão dos santos. A igreja deve ser um refúgio de verdade e moralidade em um mundo que está cada vez mais se afastando de Deus. Devemos ensinar aos nossos membros a importância de permanecer firmes na fé, mesmo quando somos pressionados a comprometer nossos valores.

A resistência cristã também deve se manifestar através de uma rejeição clara e inequívoca do financiamento e da influência estrangeira progressista que busca corromper a igreja. Devemos confiar na providência de Deus para suprir nossas necessidades, em vez de recorrer a fontes que comprometem a nossa missão. A independência financeira das igrejas é crucial para manter a sua autonomia espiritual e para resistir às pressões externas.

Além disso, a igreja deve ser ativa na defesa dos valores cristãos na sociedade. Isso inclui apoiar leis e políticas que protejam a vida, a família e a liberdade religiosa. Devemos eleger representantes que compartilhem da nossa fé e que estejam dispostos a defender os princípios cristãos no governo. A igreja não deve se isolar do mundo, mas deve ser uma força ativa para o bem, influenciando a sociedade com os valores do Reino de Deus.

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A unidade cristã

A unidade cristã é essencial na luta contra a intervenção estrangeira progressista. As igrejas, independentemente de sua denominação, devem se unir em torno dos aspectos da fé e doutrina que têm em comum. A divisão dentro do corpo de Cristo enfraquece a nossa capacidade de resistir às influências externas esquerdistas. Devemos buscar a unidade na verdade, trabalhando juntos para proteger a nossa fé e a nossa nação das forças progressistas que buscam destruir o cristianismo.

Essa unidade deve se manifestar em diversas áreas: desde a cooperação entre igrejas locais até a participação conjunta em eventos e iniciativas que promovam os valores cristãos. A unidade cristã também deve se estender ao apoio mútuo em momentos de perseguição ou desafio. Quando uma igreja é atacada por forças externas, todas as igrejas devem estar prontas para apoiá-la e defendê-la.

A unidade na igreja também é fortalecida pela educação cristã. Devemos investir na formação teológica dos nossos membros, ensinando-os a discernir as falsas doutrinas e as influências anticristãs que procuram infiltrar-se na igreja. A educação cristã sólida é uma das melhores defesas contra a corrupção espiritual e a manipulação da verdade.

Oração e dependência de Deus

Finalmente, a resposta mais poderosa da igreja à intervenção estrangeira progressista é a oração. A oração é a arma mais forte que temos contra as forças espirituais que buscam destruir o cristianismo. Devemos orar por discernimento, para que possamos reconhecer as ameaças à nossa fé. Devemos orar por coragem, para que possamos resistir às pressões externas e permanecer firmes na nossa missão. Devemos orar pela proteção de Deus sobre a nossa igreja e sobre a nossa nação.

A divisão dentro do corpo de Cristo enfraquece a nossa capacidade de resistir às influências externas esquerdistas

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A dependência de Deus é fundamental. Embora devamos ser ativos na defesa da nossa fé, também devemos confiar que Deus está no controle e que Ele protegerá a Sua igreja. As Escrituras nos lembram que “se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8,31). Essa promessa nos dá a confiança de que, não importa quão poderosas sejam as forças que se levantam contra nós, a igreja de Cristo prevalecerá.

Para vencer a guerra

O cristianismo no Brasil está sob ataque, não apenas por forças internas, mas principalmente por intervenções estrangeiras esquerdistas que buscam destruir a fé e os valores que sustentam nossa nação. Como cristãos, devemos estar atentos a essas ameaças e responder de forma corajosa e decidida. A aceitação de recursos de entidades esquerdistas que promovem agendas contrárias aos ensinamentos bíblicos é um caminho perigoso que leva à corrupção da fé e à perda da autonomia da igreja.

Devemos permanecer firmes na defesa da vida, da família e da moralidade cristã. Nossa missão é proclamar o Evangelho de Cristo, e essa missão não pode ser comprometida por influências externas progressistas que buscam destruir tudo o que é sagrado. É hora de nos levantarmos como um só corpo, rejeitando as investidas estrangeiras progressistas e reafirmando nosso compromisso com o Senhor e com os valores que Ele nos deu. Somente assim poderemos preservar a integridade da igreja e garantir que a fé cristã continue a ser uma força transformadora para o bem em nossa sociedade. Devemos lembrar que, no fim, a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra as forças espirituais do mal que buscam destruir a obra de Deus (Efésios 6,12). Com a ajuda de Deus, venceremos essa guerra e veremos preservada a pureza do Evangelho de sua igreja. Como aprendemos, o anticristo será morto pelo sopro da boca do nosso único salvador, o Senhor Jesus, quando da “manifestação de sua vinda” (2Tessalonicenses 2,8).

“Todo-poderoso e eterno Deus, digno da reverência de todos os homens, agradecemos-te de coração pelas inúmeras bênçãos que, sem merecimento ou dignidade da nossa parte, nos concedeste. Louvamos-te especialmente por teres preservado entre nós a tua Palavra salvadora e os santos Sacramentos. Pedimos-te, Senhor, que concedas à tua Igreja pureza de doutrina e pastores fiéis, que preguem a tua palavra com ousadia e poder. Permite a todos que a ouvem uma correta compreensão e confiança na mesma. Envia trabalhadores à tua seara, e abre a porta da fé aos que ainda não te conhecem. Lembra dos inimigos da tua Igreja com misericórdia e concede-lhes o arrependimento para a nova vida em Cristo. Protege e defende a tua Igreja de todos os perigos e tribulações. Fortalece a nós e os demais cristãos para que coloquemos a nossa confiança exclusivamente na graça revelada em Cristo e ajuda-nos a combater o bom combate da fé para que alcancemos, afinal, a nossa salvação eterna. [...] Por Jesus Cristo, teu filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre.Amém.” (Livro de Oração Comum)

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]
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