As edições domingueiras dos jornais são sempre para mim um enorme prazer, pois estas oferecem ao leitor um cardápio abundante de notícias e curiosidades, concorda comigo prezado leitor? Quer um exemplo? Examine a reportagem Arquitetura da Educação, de Annalice Del Vecchio(Gazeta do Povo, Caderno G, 12 de abril), assim como a excelente notícia sobre a pesquisa da arquiteta Elizabeth Amorim de Castro transformada em livro; uma beleza, não é mesmo?
Por acaso você estudou ou costuma passar em frente dos edifícios escolares citados na reportagem? Eu tenho gratas memórias dos grupos escolares onde estudei, lá no Pará; concordo, assim, plenamente com a jornalista que assina a reportagem quando declara que: “Alunos de grupos escolares como o Xavier da Silva, o Júlia Vanderley e o Tiradentes, por exemplo, avivarão suas próprias memórias ao ver a exposição itinerante que acompanha livro e CD – em cartaz no hall do Memorial de Curitiba até 19 de abril (…)” – e você?
São inúmeras as lições da arquitetura escolar e dentre elas destaco:
> A compreensão objetiva da destinação do espaço.
> A ideia de perenidade arquitetônica.
> O material de construção empregado.
> O registro de um estilo arquitetônico.
> A majestade do edifício escolar.
> O capricho do acabamento na construção.
> O conjunto harmonioso com o ajardinamento e as áreas livres.
Uma escola é…
Uma escola é feita com profissionais competentes, alunos curiosos e estimulados à responsabilidade, projetos educativos ajustados ao meio, material escolar de apoio efetivo e espaço funcional, portanto, não há qualquer dúvida de que a importância de uma escola não reside unicamente na sua arquitetura, mas sim no conjunto harmonioso alcançado entre os que nela exercem as suas funções educativas e o espaço de vivências, entretanto, o papel da construção e das possibilidades oferecidas ao momento escolar são inegáveis e determinantes.
Acústica , escadarias, janelas panorâmicas, auditórios imponentes, bibliotecas, cantinas, banheiros e salas de aulas espaçosas entre outros elementos contrastam tristemente com a realidade das construções de hoje, muito mais ensejadas pela panfletagem eleitoral que a toque de caixa erige verdadeiros barracões escolares, em detrimento do valor arquitetônico emprestado aos edifícios escolares de outrora.
O saudosismo ligado à arquitetura escolar desta professora não seria aqui compartilhado caso encontrasse escolas públicas construídas com ares modernos, mas que ao menos reunissem o conforto escolar aos que nela exercem o soberano exercicio de ensinar e aprender conhecimentos, concorda comigo prezado leitor?
Sugestões de escrita
Proposta 1– Você estuda ou estudou em uma das escolas citadas na reportagem? Redija uma breve narrativa que destaque a construção interna do prédio escolar. Lembre-se: oferecer detalhes é apresentar minúcias e estabelecer um retrato do espaço e das situações em palavras no texto; limite-se a 12 linhas – e não omita o nome da escola, a época da sua passagem por ela, assim como um fato acontecido, por exemplo, no interior da sala de aula.
Proposta 2 – Será que as autoridades municipais e estaduais de outrora dispunham de mais recursos financeiros dos que as de hoje para construir os prédios escolares? Argumente objetivamente; não exceda as 10 linhas ou aos 500 caracteres da caixinha destinada aos comentários.
Até a próxima!
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