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A relação entre maternidade, palpite e Shakespeare

Conversando com Alices, em um post que indicava salame de chocolate (simmm, no Clube da Alice tem fartura de delícias e novidades), trocamos mais de 40 mensagens e conseguimos transformar o conversa sobre o salame, em ter filhos, ser mãe e os palpites de terceiros quando o assunto é trabalhar.

 

foto – librestock

 

A complexidade dos palpites sobre o tema é assustador e levantamos três situações caricatas:

1- No embalo do feminismo, se a mãe trabalha fora e o marido fica em casa para cuidar dos filhos, a figura materna passa a ser ovacionada como revolucionária, a verdadeira mulher moderna, incrível! Mas tem um palpite oculto aqui, pois escutamos vozes que dizem que essas mulheres revolucionárias não são verdadeiras mães e ficam em falta com a prole.

2- Quando a opção é permitir que o marido trabalhe fora do lar para trazer o sustento da família, enquanto a mãe se dedica exclusivamente aos filhos , à casa e ao marido, ouvimos dois palpites certos, de que ela é folgada ou o marido é machista e a mulher não se dá o devido valor.

3- Ser mãe solteira é mais complexo ainda, pois ela precisa trabalhar , já que perde a opção de escolher quem fica em casa; tem que ser mãe amorosa , carinhosa, dedicada, motorista, fiscal, a ¨bruxa do 71” e ainda ser pai! Mesmo que seu filho tenha a participação do pai na vida dele (quando não tem a presença dele a mãe se torna pai em absoluto), o seu dia a dia exige a função paterna presente em várias atitudes.

Tarefa árdua essa de ser ¨pãe¨, que te obriga a encenar uma peça Shakespeariana por dia, pois tem atos de tragédia que te fazem surtar e quando a loucura está próxima você se obriga a transformar  tudo em comédia, você ri , tira sarro de si, para que no fim, tenha uma grande história para contar. E quando se trata de palpites para as mães solteiras, temos fartura e variedade, pois vão desde a feminista guerreira , até a encalhada que nenhum homem jamais assumirá um relacionamento sério.

A verdade é que todo mundo adora dar palpite, mas o que faz a diferença quando se tem um filho é o abraço apertado dele ao final do dia, é o carinho na orelha que ele te faz até pegar no sono, o boletim da escola sem notas vermelhas e entender que tudo isso tem a sua contribuição.

E você Alice, se encaixa em um dos palpites? Ou ficou com vontade de dar o seu palpite personalizado?

Pensando bem, ser mãe implica em tantos desdobramentos que poderíamos ficar aqui até domingo que vem dando palpites sobre esse tema.

Por Ellen Queiroz

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