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Ainda hoje, as preferências estilísticas que definem a cultura hip-hop têm suas origens nas comunidades marginalizadas, que deram origem ao gênero. No entanto, como rappers, DJs, e outros membros do movimento alcançaram a riqueza, suas roupas assumiram um status adicional. Isto criou ainda mais diversidade na cena, e nos últimos 10 anos, rappers passaram a misturar marcas de luxo com marcas mais acessíveis.
Embora muitos fatores contribuam para o crescimento da popularidade (e mercantilização inevitável) do hip-hop, poucos são mais visíveis do que seu relacionamento com o mundo da moda. Muito antes de se tornar a aparência atual do momento a comunidade hip-hop foi pioneira da atitude high-low, estilo que consiste em misturar itens básicos, esportivos ou mais baratos com peças luxuosas. Esta mistura de influências e referências é o que torna difícil de definir o estilo hip-hop, um reflexo de narrativas pessoais, preferências regionais, condições díspares e, em alguns aspectos, da mobilidade ascendente.
Explorar o mundo da moda através do Hip Hop, é uma submersão ao universo das ruas, começando pelos subúrbios de Nova York nos anos 1970 até a semana de moda de Paris do ano passado. Por tratar-se de um retrato cultural e social, com discussões de questões raciais, nas raízes criativas do rap e na moda nas comunidades pobres dos Estados Unidos, o Hip Hop tornou-se uma força de expressão. O consumidor desse lifestyle, hoje compra em grandes Fast Fashion como Forever 21 e Zara, onde encontra muitas peças fashionistas com o apelo da cultura.
Quer saber mais? Confira o teaser de Fresh Dressed, um documentário de 2015 com videos e fotos que relatam o envolvimento do Hip Hop com a moda.