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No autobiográfico livro Meu Último Suspiro, de 1982, o cineasta Luis Buñuel dedica algumas linhas para a universal instituição chamada bar. Para ele, o sujeito frequenta o boteco movido por dois objetivos: participar do que chama de peña, algo como um alegre e barulhento reencontro com amigos, ou simplesmente, ficar bebendo e olhando, solitariamente, para a parede.

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De qualquer modo, em qualquer uma das opções ninguém está livre de ser alvejado por frases definitivas, na opinião de quem as disparada, por supuesto. Recentemente, professor Afronsius foi brindado por algumas delas:

– Bom mesmo era no tempo da ditadura (civil) militar: a gente podia dormir com a porta aberta. Não havia ladrão…

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Aí, um senhor de idade avançada critica a posição política de um cidadão mais jovem, que retruca:

– Esquerdismo juvenil? Menos mal. Pior mesmo é o direitismo senil.

Ainda nessa terra de ninguém, alguém fala um monte de asneiras sobre política. É indagado se, cidadão cumpridor de seus deveres, tem título de eleitor. A resposta:

– Título de eleitor? Claro que tenho. Tenho dois.

E segue o baile.

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ENQUANTO ISSO…