Bom Gourmet
Piso aquecido ganha espaço em estabelecimentos gastronômicos, conheça as vantagens do sistema
Curitiba, de fato, não nos poupa. E se de manhã tomamos picolé e à noite sopa, pensar em ferramentas para garantir conforto térmico aos clientes é mais do que essencial por aqui. Afinal, por melhor que seja um prato, ele não vai conseguir brilhar plenamente se à mesa as pessoas estão sofrendo com frio intenso ou calor avassalador. Para as altas temperaturas, o ar-condicionado resolve. Mas, para os dias gelados, não se presta tão bem. Neste caso, o piso aquecido se mostra como uma solução mais interessante.
Mais popular em residências, pouco a pouco o piso aquecido ganha espaço em estabelecimentos gastronômicos como forma de garantir o conforto térmico. Referência neste segmento, a empresa Vesta foi chamada para atender o desafio posto por um restaurante e café que em breve abrirá em Curitiba.
A missão: criar um ambiente com temperatura agradável e estável mesmo nos dias mais gelados do inverno curitibano. Sócio e Diretor de Engenharia da Vesta, Cezar Anderle garante que o sistema é ideal para resolver esse desafio.
“Com esse sistema, a temperatura do ambiente é elevada de forma mais rápida do que com os aquecedores comuns. Em 30 minutos, ele aumenta a temperatura do local em até 6 °C. E depois que chega à temperatura programada, ele trabalha para manter estável”, explica.
Essa estabilidade é outra vantagem do sistema de piso aquecido. Como o termostato é sensível, ele desliga depois que o ambiente atinge a temperatura programada. Voltando a ligar apenas para manter a temperatura.
O sistema também é desenhado para manter o conforto térmico em todo o salão. Esse é o tipo de detalhe que faz diferença até mesmo na qualidade da experiência da degustação de um vinho, por exemplo.
Segurança é outra vantagem desse sistema de aquecimento de ambiente
A segurança é outra vantagem desse sistema de aquecimento de ambiente em comparação a outros, como os aquecedores a gás, os de irradiação de luz e até mesmo a lareira. Nesses casos, há o risco de explosão, queimaduras e o inconveniente da necessidade de troca do gás e a constante alimentação da lareira na hora do serviço em salão.
Com o piso aquecido, nada disso ocorre. Mas, claro, é preciso ter atenção em relação ao tipo de material utilizado na instalação. O cabo utilizado pela Vesta, por exemplo, é importado da República Tcheca e tem garantia de fábrica e certificações internacionais.

A principal preocupação é com a possibilidade de fuga de corrente. Garantir que isso não ocorra é essencial para certificar que não há risco de choques ou outros problemas quando o sistema estiver em funcionamento.
Consumo de energia elétrica é semelhante ao de um ar-condicionado
Para fazer a instalação, Cezar explica que os cabos condutores de calor são colocados na maior parte dos casos em cima do contrapiso e depois ligados ao termostato da parede. Esse, por sua vez, faz a ligação com a rede elétrica.
Feito isso, basta programar o controle inteligente para a temperatura desejada. “No fim, ele é um sistema mais econômico do que os aquecedores portáteis, por exemplo. O consumo de energia elétrica desse sistema é semelhante ao de um ar-condicionado nos dias de verão”, comenta.
Para o caso do restaurante que recebeu a instalação da Vesta, como todo o piso é em cimento queimado, o cabo foi aplicado no interior do contrapiso, com uma técnica especial. Abaixo desse contrapiso foi aplicado um isolamento especial em EPS.
Esse método foi escolhido, pois no cimento queimado não há piso, o próprio contrapiso é o acabamento. Com o EPS se evita as perdas de calor, o que no modelo de superfície não ocorre.