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A apresentação do passaporte da vacina em restaurantes é obrigado em países como Israel, Itália, França e na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

Mercado e Setor

Aplicativo de restaurantes indica quais lugares pedem o passaporte da vacina

Guilherme Grandi
02/09/2021 12:51
A discussão de implantar um “passaporte da vacina” contra a Covid-19 no Brasil já começou a ganhar corpo e discussões em diversas cidades, sendo que algumas tornaram a imunização obrigatória para o acesso a algumas atividades. Nesta quarta (1), começou a valer para os restaurantes, bares, lanchonetes e cafés de Guarulhos (SP).
Antes disso, São Paulo chegou a anunciar uma medida semelhante, mas reduziu o alcance e agora pede o passaporte apenas para o acesso a grandes eventos. Decisão parecida foi tomada no Rio de Janeiro, que abrange ainda os cinemas e pontos turísticos, entre outros, e em Florianópolis, que incluiu bares e hotéis na lista.
Já em Curitiba, a prefeitura criou o chamado “Check-in Seguro”, onde os clientes poderão escanear um QR Code na entrada dos estabelecimentos (incluindo restaurantes) para saber se alguma pessoa infectada pelo Sars-Cov-2 passou por ali. O passaporte obrigatório está descartado, pelo menos por enquanto.
Mas, chamou a atenção recentemente o anúncio da plataforma Yelp de permitir que restaurantes, bares, lanchonetes e cafés informem suas políticas de acesso a pessoas não vacinadas.
De acordo com o aplicativo de avaliações e reservas de mesas, os operadores poderão adicionar atributos como “prova de vacinação necessária” e “equipe totalmente vacinada”, e os usuários também podem filtrar por esses atributos ao procurar os estabelecimentos.
“Com a disseminação da variante Delta, estamos vendo um número crescente de empresas implementando novas medidas de saúde e segurança para manter seus funcionários e comunidades seguras”, disse um porta-voz do Yelp dos Estados Unidos em um comunicado.
As empresas também podem adicionar atributos às suas páginas se atualmente exigem máscaras de clientes e funcionários, ativando os recursos “máscaras necessárias” e “funcionários usam máscaras”.
Os novos atributos já são oferecidos nos países em que o Yelp está presente, inclusive no Brasil. No entanto, por aqui, uma busca feita pela reportagem não encontrou nenhum restaurante utilizando-os.

Remoção de ofensas

A plataforma afirmou que, nos Estados Unidos, tem recebido avaliações críticas incisivas de lugares que não adotam os protocolos necessários ou que obrigam a vacinação, mas diz ter medidas que protegem os restaurantes de feedbacks ofensivos dos clientes.
De acordo com o Yelp, mais de 4,5 mil avaliações já foram retiradas da plataforma por “bombardearem” um local com base na postura de vacinação em vez da qualidade do serviço, e outras quase 8 mil por críticas às regras de controle da Covid-19 nos estabelecimentos.
Tela da versão americana do Yelp, que já tem restaurantes utilizando os novos atributos.
Tela da versão americana do Yelp, que já tem restaurantes utilizando os novos atributos.
Enquanto que a versão brasileira já oferece as opções nos filtros de busca, mas não foram encontrados restaurantes utilizando-as.
Enquanto que a versão brasileira já oferece as opções nos filtros de busca, mas não foram encontrados restaurantes utilizando-as.
Em comunicado, a plataforma diz que vem monitorando as atitudes dos usuários também com relação a atributos como inclusão racial, de gênero e da população LGBTQ+, com a remoção de comentários ofensivos ou que denigrem os estabelecimentos.
Além de Nova York, a apresentação do passaporte da vacina em restaurantes é obrigatória também em países como Israel, Itália e França.

E no Brasil?

Por enquanto não há restaurantes brasileiros utilizando os novos atributos oferecidos pelo Yelp, apenas as orientações e controles de secretarias municipais de saúde. No entanto, um entendimento recente do Ministério Público do Trabalho (MPT) permite que bares, restaurantes e lanchonetes demitam os colaboradores que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19.
A atitude é aprovada pela grande maioria das entidades representativas de classe, mas desde que com a apresentação da necessidade e benefícios da imunização aos funcionários.
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