Notas
Estímulo
Pesquisa divulgada recentemente pela Entertainment Software Association (ESA) mostra que 47% dos jogadores são do sexo feminino. A idade média dos que afirmaram jogar videogame é de 30 anos. A pesquisa também avaliou o comportamento familiar. Dois terços dos pais responderam que acreditam que os jogos estimulem o desenvolvimento intelectual.
Raridade
A onda de colecionismo no mundo dos games ainda dá seus primeiros passos. Mas alguns itens já começam a se destacar pela sua raridade em sites de leilão. Na semana passada, um cartucho de Final Fantasy II para NES estava sendo anunciado por cerca de R$ 100 mil reais. O vendedor justifica o preço pelo antigo jogo: trata-se do único cartucho do famoso RPG fabricado nos EUA, que teve o lançamento cancelado após ter aparecido na Winter Consumer Electronics Show de 1991. Todas as outras cópias são referentes à versão japonesa. Mais incentivo para a compra? O frete custa apenas R$ 20.
Sem canarinho
Pelo terceiro ano consecutivo, um dos mais populares simuladores de futebol, Pro Evolution Soccer, não poderá usar a reprodução da camisa oficial da Seleção Brasileira. Em entrevista ao site UOL Jogos, o gerente da Konami no Brasil, Aníbal Vera, disse: "O valor que a CBF cobra é maior que o valor que pagamos para ter todos os times do Campeonato Brasileiro". A versão 2013 do jogo terá apenas uma camiseta estampada com a bandeira brasileira.
Ficha técnica
Counter-Strike: Global Offensive
- Plataforma: PC, PS3 e Xbox 360
- Categoria: FPS
- Preço: R$ 30 (Steam)
- Pró: Novos modos de desafio
- Contra: Sem novas polêmicas, por enquanto
O despacho da sentença que proibiu a comercialização de Counter-Strike em todo o Brasil em 2008 era bem claro: "os jogos de computadores atentam contra os princípios da educação de crianças e adolescentes, vindo mesmo a causar-lhes danos à saúde física e mental, sendo fatores de propulsão à violência e deturpadores da formação psicológica e da personalidade de crianças e adolescentes". A Justiça estava chocada com uma fase específica que se passava no Rio de Janeiro, que retratava uma operação policial envolvendo traficantes. A denúncia do Ministério Público Federal explicava ao juiz que "traficantes sequestram e levam para um morro três representantes da ONU. A polícia invade e é recebida a tiros". Como a Justiça não especificou uma idade, a venda foi proibida para todos.
Mas, como em muitos casos, a Justiça estava com uma visão pouco nítida do cenário. O epicentro da polêmica, a fase Rio, nem fazia parte do jogo. Era um "mod", uma modificação feita por usuários.
Existem milhares delas espalhadas por aí. Na verdade, cada um pode criar a sua. O que a Justiça proibiu, e teve que reformar a decisão um ano depois, foi o uso do papel para que se evitasse que nele fosse escrito algo que pudesse ser criminoso.
Quando Counter-Strike: Global Offensive foi lançado na semana passada quase passou desapercebido. Houve pouca pré-divulgação. O novo jogo da produtora Valve pegou todos de surpresa. E trouxe momentos de nostalgia. O primeiro CS, lançado em 1999, se tornou um marco na indústria. Redefiniu o gênero FPS a ponto de se tornar quase um esporte (da mente, claro). Era perfeito em balanceamento de personagem e no uso de armas. Os jogadores se especializavam em mapas icônicos, como de_dust, com estratégias que realçavam as habilidades de cada um.
Hoje, a maioria dos jogos de tiro usa esquemas semelhantes: se proteger e avançar. Em CS, não. Cada cenário precisava de uma movimentação específica. Cada arma tinha um propósito. Também era preciso montar times. Estas equipes tinham que treinar e, na rebarba, acabaram criando a cultura das "lans party". Imagine um monte de marmanjos levando seus computadores para um mesmo lugar. A conta de luz subia para o nível "hardcore". CS também foi um dos motores da popularização das lan-houses no Brasil. Uma marco na cultura gamer, mesmo a Justiça considerando que ele afetava "diretamente a estrutura psicológica dos jogadores, distorcendo valores socialmente exaltados, valorizando, ao contrário, aqueles que devem ser repugnados por toda a sociedade, tidos pelo ordenamento jurídico como ofensivos".
Global Offensive é quase um remake em alta resolução do clássico que popularizou o embate de terroristas contra antiterroristas. Mantém todas principais qualidades do jogo, com muito refinamento técnico e poucas e bem-vindas novidades, como novos mapas, aumento do arsenal disponível e novas texturas de antigas fases. Um novo modo de desafio permite que o jogador avance somente usando uma sequência específica de armas, começando pela mais letal delas. A cada inimigo abatido, o jogador recebe "downgrade" até ficar apenas com uma faca. A nova versão promete incentivar ainda mais a criação de modificações. A Valve disponibilizará em alguns dias uma ferramenta específica para isso. Será que o Brasil está preparado para um Rio 2?
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