O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, ficou em 0,59% em julho, informou nesta quarta-feira (22) o IBGE, o que representa uma desaceleração frente à alta de 0,99% de junho. A taxa é a mais elevada para o mês em cinco anos, desde 2008. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 9,25%, a mais alta desde dezembro de 2003, quando foi 9,86%. Entre janeiro e julho de 2015, a alta de preços foi de 6,90%.

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A energia elétrica avançou 1,91% e foi mais uma vez a maior influência individual da inflação, com impacto de 0,07 ponto percentual. No ano, a alta de preços de energia chega a 44,75%. Entre os grupos que compõem a inflação, a maior influência veio de habitação — onde está energia — com alta de 1,15% e impacto de 0,18 ponto porcentual, seguido por alimentação.

Os preços de alimentos subiram 0,64% em julho, pelo IPCA-15, com impacto de 0,16 ponto percentual. Isso significa que a alta foi menos intensa que em junho, quando os preços de alimentos tinham subido 1,21%. Alguns itens importantes no consumo das famílias tiveram alta de preço, como leite (3,71%), pão (1,26%), ovos (1,59%) e frango (1,10%). Outros, no entanto, registraram queda nos preços na passagem entre junho e julho, como foi o caso do tomate, que ficou 20,37% mais barato e a cenoura, com preço 12,75% menor. O preço do feijão fradinho, por sua vez, caiu 6,27%, acompanhado por queda de 6,08% em hortaliças. Também houve recuo de preços em farinha de mandioca (2,44%), feijão preto (2,17%), pescados (1,93%) e óleo de soja (1,09%).

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Deflação

O único grupo a registrar queda dos preços em julho, pelo IPCA-15, foi o vestuário, com deflação de 0,06%. Em junho, havia sido registrada alta nos preços de 0,68%. O movimento foi puxado pelas liquidações do varejo, que aproveitou a época para tentar reduzir seus estoques.

Em junho, a inflação oficial brasileira — medida pelo IPCA — ficou em 0,79%, o maior resultado para o mês desde 1996, quando o índice chegou a 1,19%. Em 12 meses, o índice acumula alta de 8,89%, bem acima do teto da meta estabelecida pelo governo, que é de 6,5%, é mais do que em igual período do ano passado (8,47%). O acumulado em 12 meses é o maior desde dezembro de 2003, quando ficou em 9,30%.

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