Revisão no dado de setembro
O IBGE revisou a produção industrial de setembro ante agosto, que passou de uma queda de 1% para um recuo de 0,6%. A taxa de agosto ante julho também foi revisada, de 1,7% para 1,5%. A variação de junho ante maio saiu de 0,2% para 0,1%.
Houve revisão ainda na produção de bens de capital de setembro em relação a agosto, que saiu de -0,6% para -0,8%. A taxa de junho ante maio passou de 0,9% para 0,8%; a de maio ante abril saiu de -1,7% para -1,8%; e a de abril ante março passou de 0,6% para 0,5%.
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A produção industrial aumentou 0,9% em outubro em relação a setembro, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, divulgado nesta terça-feira (4), veio dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que estimaram uma alta de 0,6% a 1,9%, e abaixo da mediana estimada, de 1,2%.
Na comparação com outubro de 2011, a produção subiu 2,3%. Nesta comparação, as estimativas foram de expansão de 1,70% a 3,60%, com mediana de 2,50%.
Em 2012, a produção da indústria acumula queda de 2,9%. Em 12 meses, a queda é de 2,7%%. A alta 0,9% na produção industrial fez o índice de média móvel trimestral registrar uma variação positiva de 0,6% no trimestre encerrado em outubro.
A produção de bens de capital registrou queda de 0,6% em outubro ante setembro. Na comparação com outubro de 2011, houve queda de 5,8%. No ano, a produção de bens de capital acumula perda de 11,8%. Nos últimos 12 meses, a variação também foi negativa, de -10,1%.
Bens intermediários puxam alta da produção industrial
Embora a produção de bens duráveis tenha aumentado 1,4% em outubro ante setembro, foi o aumento de 0,6% na fabricação de bens intermediários no período que sustentou a alta na indústria nacional no mês, informou o IBGE.
Em outubro, a produção industrial teve expansão de 0,9% em relação a setembro. A produção de bens intermediários tem um peso de 55% no total da indústria, enquanto o peso dos bens duráveis é de cerca de 10%. Em outubro, ante setembro, houve ainda recuo na produção de bens de capital (-0,6%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%).
Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, a boa performance dos bens duráveis foi puxada pelos veículos automotores, que têm um peso de aproximadamente 50% da categoria. "Mas também houve influência dos eletrodomésticos da linha branca", disse ele.
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