Como o México joga
Esquema conhecido
O esquema tático do México, adversário na decisão da medalha de ouro na Olimpíada de Londres, é muito parecido com o usado pelo técnico Mano Menezes na seleção brasileira durante quase toda a competição.
O treinador Luis Fernando Tena posiciona uma linha de quatro defensiva, com Mier e Reyes na dupla de zaga e Jinénez e Chávez nas laterais; dois volantes fazendo a marcação na intermediária, Enríquez e Salcido; um trio de meias-atacantes, Aquino e Giovani dos Santos abertos e Fabián pelo centro, se aproximando do centroavante Peralta. No Brasil Mano deixou de lado esse tipo de formação apenas no jogo de ontem contra a Coreia do Sul.
O ponto alto mexicano é o sistema defensivo, que tomou apenas três gols na competição. Os volantes protegem bem a defesa e ainda roubam muitas bolas para iniciar os ataques. Na frente o jogador mais decisivo é Giovani dos Santos, que atua pela esquerda, assim como Neymar no Brasil quando a seleção joga no 4-2-3-1.
Os jogadores e o técnico do Brasil pregaram respeito ao México, adversário pela medalha de ouro, ao término do confronto da semifinal com a Coreia do Sul. Para os brasileiros, será difícil o jogo do próximo sábado, no Estádio de Wembley, em Londres.
Dois motivos básicos levaram a equipe a essa constatação. A extensa preparação dos mexicanos para a disputa da Olimpíada e o retrospecto recente do confronto, complicado para os brasileiros.
Ao contrário da equipe de Mano Menezes, que concentrou os esforços para os Jogos a partir de maio deste ano, o México treina para a competição desde julho do ano passado. O país optou por disputar a Copa América da Argentina com o time Sub-23.
"Falei desde o início que eles tinham sido a seleção que melhor fez a preparação. Jogaram a Copa América sem objetivo de conquista. Isso deu um ganho muito grande", comentou o treinador.
Com o time formado por garotos, o México não passou nem da primeira fase. Por sua vez, o Brasil deu vexame com os jogadores principais ao ser batido pelo Paraguai nas quartas de final, nos pênaltis.
O resultado para os oponentes da vez veio logo em seguida, ao final do ano. Novamente com o time sub-23, eles foram campeões dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. "É um país que tem crescido muito nos últimos anos. Sabemos que será difícil", afirmou o zagueiro Juan.
O defensor tem razão. Há algum tempo a seleção azteca perdeu a pecha de freguesa do Brasil. Basta ver o histórico das últimas 10 partidas entre os conjuntos principais. Foram quatro vitórias verde e amarelas, um empate e cinco triunfos do país norte-americano.
Em junho, os agora desafiantes pelo lugar mais alto do pódio se enfrentaram em amistoso disputado em Dallas, nos Estados Unidos. Vitória mexicana por 2 a 0. No entanto, nessa oportunidade o Brasil atuou com os olímpicos, enquanto o adversário utilizou a força máxima.
"Eram equipes bem diferentes. Mas serve como alerta para o nosso time. Eles são rápidos e perigosos. Vamos ter de ficar muito atentos", analisou o atacante Neymar.
O zagueiro Thiago Silva destacou o meia Giovani dos Santos, atualmente do Tottenham, com passagem pelo Barcelona. "Ele é muito rápido e inteligente com a bola nos pés. Não podemos dar espaço, pois pode ser perigoso", disse o capitão, sobre o autor de um dos dois gols do último encontro.
O México alcançou a final com um empate, com a Coreia do Sul (0 a 0), e duas vitórias na fase classificatória, ante o Gabão (2 a 0) e a Suíça (1 a 0). Nas quartas de final, bateu o Senegal (por 4 a 2, na prorrogação, após empate em 2 a 2). E, por fim, o Japão, ontem, por 3 a 1.
Ponto fraco faz Mano substituir Hulk por lateral
Uma alteração na equipe promovida por Mano Menezes para o jogo com a Coreia do Sul surpreendeu a todos, ontem, em Manchester. O técnico sacou o atacante Hulk dos titulares e pôs em seu lugar o lateral-esquerdo Alex Sandro, que atuou como volante.
Mexida apenas em um jogador, mas que alterou o sistema tático da seleção brasileira. O gaúcho desembarcou em Londres convicto pelo 4-3-3, com Neymar, Leandro Damião e Hulk atuando na frente. E Oscar responsável por municiá-los.
Mas as dificuldades defensivas apresentadas nos quatro primeiros jogos o Brasil sofreu cinco gols de times fracos fizeram o comandante abandonar o esquema e fixar um 4-4-2 com três volantes. Além de Alex Sandro, Rômulo e Sandro protegiam a retaguarda.
"Foi uma questão tática, não técnica. A característica dele [Hulk] eu não vou mudar. Precisava de um jogador com outra característica para iniciar a partida", alegou Mano. Ele fechou o treino anterior ao confronto para não dar pistas sobre a dúvida.
O avante do Porto conquistou uma das três cobiçadas vagas para jogadores acima de 23 anos na Olimpíada. E o treinador discordou que barrá-lo foi um sinal de desprestígio.
"Eu acho que ele tem sido muito importante. É um jogador respeitado [Hulk tem sido sondado por diversos clubes europeus]. Deu mais status ao nosso grupo. O que não quer dizer que não se possa mexer na equipe", declarou Mano.
O fato é que, para o momento, Leandro Damião ganhou a preferência. O camisa 9 do Inter marcou duas vezes ontem e chegou a seis gols, artilheiro da competição. "Tive o cuidado de não tirá-lo antes que fizesse um gol. Para o centroavante o gol é muito importante. Só tirei depois do gol contra o Egito [na estreia]. É importante termos um grupo forte", explicou o técnico.
O jogo
O Brasil não começou bem. Errava muito na defesa e ainda tinha na meta um inseguro Gabriel. Aos poucos, equilibrou a partida e contou com os erros defensivos dos sul-coreanos para chegar à vitória. Sandro abriu o placar no fim do 1º tempo. Na volta do intervalo, os sul-coreanos reclamaram um pênalti. Damião entrou em ação e fez os outros dois.
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