Atlético e Prudentópolis se enfrentam nesta quarta-feira (11), a partir das 19h30, na Arena da Baixada. O jogo, válido pela quarta rodada do Paranaense, representa um encontro de duas realidades muito diferentes.
INFOGRÁFICO: Condições dos estádios ilustram as situações opostas vivenciadas pelos clubes
Veja as escalações de Atlético e Prudentópolis
Os treinos e jogos do Prudentópolis ocorrem no acanhado Estádio Newton Agibert. O local tem poucos assentos, instalações simples e demonstra o abismo de infraestrutura entre a maioria dos clubes do interior em relação aos da capital.
O maior público que o estádio já recebeu foi registrado justamente na sua inauguração, em 1987, contra o Coritiba. Naquele 12 de agosto, cerca de 5 mil torcedores estiveram nas arquibancadas.
Em dois confrontos pelo Estadual contra J. Malucelli e Rio Branco foram vendidos, no total, 1.301 ingressos. Uma média de 650 pessoas.
Um cenário diferente do que aguarda o Prudentópolis na capital, mesmo que o time sub-23 e o Paranaense não atraiam tanto a atenção dos rubro-negros. O duelo será em estádio de Copa e com público bem superior ao que os visitantes estão acostumados.
Esse choque de realidade, porém, não deve influenciar no desempenho dos jogadores do Prudentópolis. Pelo menos é o que aposta o técnico Joel Preisner. Para ele, a média de idade do elenco, de 25 anos, é o antídoto ideal para minimizar o impacto 'visual' da Baixada.
"Se eles estiverem concentrados, como sei que estarão, nada vai acontecer. O time é experiente e rodado. Se não ficar disperso, preocupado com o tamanho do estádio ou da torcida, faremos um bom jogo", garantiu.
Ex-jogador do Atlético entre 2001 e 2007, o experiente zagueiro Robenval, de 29 anos, conheceu a versão anterior da Arena e sabe da pressão que o time vai encontrar no estádio. Mas concorda com o treinador.
"Nossa média de idade é alta e são jogadores mais rodados, com muitos campeonatos nas costas em outros estados e também grandes estádios. Não será um problema", opinou o jogador, que considera a concentração como o ponto crucial para esse tipo de confronto. "Se nunca jogou em um estádio grande, o mais novo sente no começo. Mas o impacto no rendimento acaba não sendo relevante."
Para o zagueiro, no fim das contas há muita semelhança entre clubes pequenos e grandes. "A mesma banheira de gelo que fazíamos na Arena, fazemos no Agibert. Mas num outro nível", concluiu.
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