Ryan Lochte (à esq.) e Phelps conferem no placar eletrônico o resultado da prova dos 200 m medley: “Eu queria fazer algo que todo mundo achava que fosse impossível”| Foto: Antony Dickson/ AFP

Ryan Lochte fez o que, durante cerca de um ano e meio, parecia impossível. Sem os supermaiôs, banidos em 2009, os recordes mundiais se tornaram mais distantes dos nadadores e pararam de cair.

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O norte-americano, no entanto, diz que foi exatamente a ideia de que os recordes mundiais seriam impossíveis que o motivou a quebrar a marca dos 200 m medley em Xangai – fez 1min54s, batendo o principal rival Michael Phelps.

"Eu queria fazer algo que todo mundo achava que fosse impossível. Desde o banimento dos maiôs todos pensavam que os recordes mundiais eram intocáveis. É para isso que temos recordes, para quebrá-los. Estou muito feliz por todo o trabalho duro e a dedicação terem definitivamente valido a pena. Agora, todo mundo pode começar a perceber que é possível", afirmou ele.

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Após a prova, Lochte optou pela discrição. Quase não festejou ao fim da disputa e, no pódio, só pensava em seu próximo desafio, minutos depois – teve de nadar as semifinais dos 200 m costas. Ele disputa a final na manhã de hoje.

A explicação para tamanha falta de entusiasmo talvez esteja no plano que ele traçou para o próximo ano. "Isto é apenas um passo no caminho para o que eu quero conquistar em 2012 [nos Jogos de Londres]. Estou na direção certa." Lochte não quis contar o que está planejando para a próxima Olimpíada. Disse apenas que sabe que pode ser ainda mais rápido.

Mas seu treinador, Gregg Troy, deu uma pista de que o pupilo deve ter um cardápio de provas variado. "Ele tem treinado muito bem, sempre querendo mais. Ele nada diferentes eventos. Tem muita versatilidade." Hoje, às 7h10, Lochte volta à piscina em Xangai para buscar seu terceiro ouro. Nada os 200 m costas.

Phelps

Segundo colocado nos 200 m medley, Michael Phelps contou na entrevista coletiva da manhã de ontem em Xangai que havia previsto que o recorde desta prova seria o primeiro a cair no Mundial. "Duas noites atrás eu estava comentando isso no jantar, que recordes iam cair neste campeonato e que o primeiro seria o desta prova. Quem ganhasse teria o recorde mundial", afirmou Phelps. "Isto mostra que somos capaz de abaixar aquelas marcas. Vamos ver outros recordes, e espero que com mais regularidade."

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