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Buser vai utilizar o investimento para expandir sua operação com novos produtos, todos relacionados a viagens e fretes com ônibus.

Aporte milionário

Buser, o “Uber das viagens de ônibus”, recebe R$ 700 milhões

GazzConecta
10/06/2021 17:54
A startup Buser, plataforma brasileira de intermediação de viagens de ônibus, acaba de concluir uma nova rodada de investimentos e anunciou nesta quinta-feira (10) ter conseguido captar R$ 700 milhões.
A operação foi liderada pelo fundo de growth equity com foco em impacto social LGT Lightrock, e também contou com a participação dos fundos Softbank, Monashees, Valor Capital Group, Globo Ventures e Canary — investidores da Buser nas séries anteriores —, além do Iporanga Ventures.
Com a nova captação, a startup também anunciou um plano de investimento de R$ 1 bilhão em suas operações no Brasil para os próximos dois anos, focando na diversificação dos serviços e apostando no reaquecimento do mercado de turismo interno no pós-pandemia. A expectativa da Buser é crescer 10 vezes até o final de 2022.

"Uber das viagens de ônibus"

Fundada em 2017 pelos mineiros Marcelo Abritta e Marcelo Vasconcellos, a Buser cresceu rapidamente no “fretamento colaborativo”, modalidade similar ao que você já conhece no Uber ou 99 na qual os passageiros dividem a conta final do frete e conseguem viagens até 60% mais baratas que as realizadas pelas tradicionais viações. Prestes a completar quatro anos de operação, a empresa já conta com quase 4 milhões de clientes em sua plataforma.
Superadas
as principais questões regulatórias de sua operação por fretamento, agora a
Buser passa a focar na ampliação de seu portfólio de serviços, entrando em
quatro novos segmentos: marketplace de passagens em parceria com grandes
viações, transporte de cargas, financiamento de ônibus e transporte urbano.
“Com o novo aporte, vamos continuar crescendo em número de passageiros, viagens e parceiros e nos preparando para a retomada do turismo, que vai chegar. O foco também será diversificar o negócio, que tem um potencial gigante para ajudar os brasileiros em várias outras frentes, como o transporte urbano de passageiros, um setor que é ainda mais fechado do que o interestadual e intermunicipal”, afirma Marcelo Abritta, cofundador e CEO da Buser.

Ainda no final de 2020 a Buser agregou à sua plataforma a oferta de viagens de ônibus em parceria com viações que operam nas rodoviárias, tornando-se também um marketplace. Em menos de seis meses, o Buser Passagens, como foi batizado, atingiu a marca de 3 mil passageiros transportados por semana, com 40 empresas parceiras.

A empresa também começou em maio deste ano a operar em um novo segmento: o de transporte de cargas dentro dos ônibus. O Buser Encomendas é voltado para empresas (B2B), atendendo plataformas e integradoras logísticas, e-commerce, indústrias e pequenas transportadoras. O objetivo é atrair pequenas e médias empresas que não têm transporte próprio, ao mesmo tempo que aproveita a capacidade ociosa dos bagageiros de ônibus que circulam no Brasil.

Outra atividade que já era realizada em caráter experimental pela Buser terá um crescimento vigoroso. A startup irá ampliar o financiamento de ônibus junto às empresas parceiras, tanto em capital de giro quanto em compra de veículos novos.

Batalhas legais da Buser

Após anos de polêmicas e batalhas legais, a Buser tem comemorado vitórias no campo jurídico e regulatório. Em abril deste ano, a entidade que reúne as viações que operam nas rodoviárias protocolou pedido de desistência de uma ação que ela própria havia proposto no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a plataforma.
Outro exemplo foi a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, de dezembro do ano passado, que deu sustentação legal para a atividade da Buser ao julgar improcedente uma ação contrária à startup.
“Nascemos para democratizar o acesso dos brasileiros ao transporte rodoviário e de fato estamos fazendo isso acontecer, levando uma opção de viagem muito mais barata e segura aos brasileiros.
A nova rodada de investimento vai permitir que a gente continue promovendo essa revolução. As batalhas regulatórias até aqui não foram fáceis, mas estamos superando a maior parte delas, o que tem ajudado a plataforma a ganhar cada vez mais maturidade e tração”, complementa Abritta.
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