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Vírus da vacina é conservado em fina camada de açúcar. Para facilitar aplicação, pesquisadores sugerem o uso de uma cápsula que pode ser instalada entre a seringa e a agulha | Nova Bio-Pharma Technologies/Divulgação
Vírus da vacina é conservado em fina camada de açúcar. Para facilitar aplicação, pesquisadores sugerem o uso de uma cápsula que pode ser instalada entre a seringa e a agulha| Foto: Nova Bio-Pharma Technologies/Divulgação

Um novo método para conservar vacinas pode facilitar a imunização de pessoas que vivem em locais sem acesso à energia elétrica. Pesquisadores da universidade de Oxford, na Inglaterra, conseguiram desenvolver uma cápsula feita de açúcar que protege vacinas para doenças causadas por vírus. Com sa proteção, o medicamento pode ser mantido a uma temperatura de até 37°C por mais de um ano.

A nova tecnologia é uma parceria da universidade com a empresa Nova Bio-Pharma Technologies. Para preservar os vírus, os cientistas desenvolveram uma membrana formada por uma fina camada de plástico com um vidro feito de dois tipos de açúcar, onde ficam os microorganismos.

Na hora da vacinação, um líquido dissolve o açúcar e libera o princípio ativo. Para tornar a vacina fácil de usar, os pesquisadores criaram uma cápsula que pode ser acoplada entre a seringa (que leva o líquido solvente) e agulha.

Esperança contra a malária

Os testes foram realizados com duas vacinas promissoras contra a malária, doença que afeta principalmente países pobres da região tropical. Uma das maiores dificuldades nesses locais é manter a vacina resfriada, sendo necessários caminhões frigoríficos, caixas de isopor e refrigeradores com geradores a diesel para levar vacinas aos lugares mais remotos.

Os autores do estudo, publicado no periódico "Science Translational Medicine", dizem que ainda são necessários alguns testes para saber se a vacina suporta temperaturas extremas enfrentadas durante o transporte de cargas sem refrigeração.

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