A secretária de Estado dos Estado Unidos, Condoleezza Rice, mencionou na sexta-feira a possibilidade de se reunir com autoridades iranianas, se o país islâmico suspender seu programa nuclear e concordar em negociações com as grandes potências mundiais.

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Um eventual encontro com a secretária de Estado seria o contato direto de mais alto escalão entre autoridades dos dois países desde a Revolução Islâmica no Irã (1979). Os EUA cortaram relações com os iranianos em 1980.

- Tudo depende da forma como o Irã agirá - afirmou a secretária em uma entrevista à Rádio Pública Nacional. - Se o Irã estiver preparado para suspender seu programa de forma que possamos verificar isso e para dar início a negociações, então vamos pensar no nível [de representação para um eventual encontro], mas não ficaria surpresa se os ministros se encontrassem, em um dado momento.

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A Rússia e a China, que não vêem o Irã como uma ameaça iminente, são as duas potências que mais se opõem a ameaçar o país islâmico com sanções.

Mas a secretária de Estado disse à CNN que os russos e os chineses "aderiram aos dois caminhos".

Ela afirmou que esses dois caminhos levavam um para a integração do Irã à comunidade internacional com a concessão de incentivos e o outro para o isolamento e a imposição de sanções.

O governo iraniano já rejeitou apelos anteriores para que suspendesse seu programa de enriquecimento de urânio, afirmando que suas atividades visam apenas à produção de energia, não à fabricação de armas.

Questionada se os chanceleres das seis potências mundiais acreditavam na aprovação da iniciativa pelo Irã, ela disse que eles tinham esperanças, mas acrescentou:

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- Eu não chamaria isso de otimismo.

Em Washington, uma autoridade do Departamento de Estado disse que os comentários anteriores do governo iraniano a respeito da questão não deveriam ser vistos como uma "palavra final".