Manifestante protesta no Senado americano contra eventual ação militar na Síria| Foto: REUTERS/Jason Reed

Por dez votos a sete, e uma abstenção, o Comitê de Relações Exteriores do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) uma intervenção militar na Síria. O documento aprovado, que será votado no próximo dia 9, limita qualquer eventual ação militar a um prazo máximo de 60 dias, prorrogáveis por mais 30, e proíbe terminantemente uma operação por terra.

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Especulava-se que a votação desta quarta-feira poderia ser adiada devido ao desacordo de alguns parlamentares com o projeto de intervenção. O documento foi redigido pelos senadores Bob Menendez, democrata, e Bob Corker, republicano.

Antes da decisão, o secretário de Estado e o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper, se reuniram com os 18 membros da Comissão de Relações Exteriores do Senado por três horas a portas fechadas. Um dos descontentes era o senador republicano John McCain, veterano de guerra e voz influente na política americana, que acabou aprovando o texto. Pela manhã, McCain anunciou que não iria apoiar a proposta.

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Mais cedo, em audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o secretário de Defesa americano, Chuck Hagel, disse aos deputados que um ataque militar limitado custaria "dezenas de milhões" de dólares. Autoridades do Pentágono não haviam divulgado estimativas de custo para uma operação militar, mas um porta-voz do Pentágono afirmou que provavelmente poderia ser financiado com recursos do Departamento de Defesa, sem um pedido de financiamento suplementar.

Na Suécia, Obama reafirmou nesta quarta-feira seu respeito à ONU, mas defendeu que comunidade internacional não deve ficar em silêncio diante da "barbárie" na Síria. Perguntado se a Síria estava testando a sua credibilidade quando ele disse que o uso de armas químicas seria cruzar uma "linha vermelha", o presidente americano respondeu: "Eu não estabeleci linha vermelha, o mundo estabeleceu a linha vermelha quando governos representando 98% da população mundial assinaram um tratado proibindo armas químicas. A credibilidade da comunidade internacional está em jogo", disse Obama.

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