Varsóvia (EFE) O ex-presidente polonês e fundador do sindicato Solidariedade, Lech Walesa, reconheceu ontem que sua organização não teria triunfado na Polônia sem o apoio do Papa João Paulo II. Walesa e seus companheiros ressaltaram a importância do apoio dado pelo Papa polonês, falecido em abril, por meio da igreja polonesa, aos protestos dos trabalhadores contra o regime comunista. Na memória dos poloneses ainda ecoa a frase de Karol Wojtyla (nome de batismo de João Paulo II) que os encorajou a lutar contra o leninismo: "Não tenham medo".
"Nós, a geração que foi obrigada a acabar com a utopia do comunismo, tivemos a tarefa de transformar em realidade as palavras de alento do Papa", afirmou Walesa.
O líder disse ainda que com o passar do tempo será possível apreciar melhor a dimensão histórica das conquistas do sindicato. "A grandeza de nossa façanha será mais fácil de ser distinguida à medida que nos afastemos do momento em que ocorreu", acrescentou no congresso realizado por ocasião dos 25 anos do Solidariedade.
O Congresso aprovou uma carta dirigida ao atual Papa, Bento XVI, na qual expressa o apoio do Solidariedade à sua linha de atuação.



