La Paz O governo da Bolívia não tem planos de prorrogar o prazo para que as companhias de petróleo estrangeiras assinem novos contratos para produção de gás no país, sob o risco de perderem suas concessões, que se encerra no final do mês, disse o novo ministro de Energia, Carlos Villegas, em entrevista coletiva à imprensa.
"O prazo se encerra no final de outubro e posso ratificar que estamos trabalhando duro para cumpri-lo", disse Villegas. Contudo, ele observou de uma forma um tanto ambígua que a questão do prazo era parte do "processo de negociação" e reconheceu que aquelas negociações são "muito difíceis".
Os comentários de Villegas ocorrem na seqüência da recente proposta de parlamentares bolivianos de estender as negociações para a implementação da planejada nacionalização das reservas de gás do país por pelo menos mais 30 dias. A idéia é que uma prorrogação permitiria ao Brasil, maior consumidor de gás da Bolívia, realizar o segundo turno da eleição para presidente no dia 29 de outubro, antes que a estatal conclua as negociações.