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Caboclinho e filho são assassinados em suposta emboscada em Ortigueira

Em 2007, Caboclinho foi julgado e condenado a 17 anos de prisão pela morte de um homem  ocorrida em 1999. | Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Em 2007, Caboclinho foi julgado e condenado a 17 anos de prisão pela morte de um homem ocorrida em 1999. (Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo)

Em uma provável emboscada, Joarez da França Costa , conhecido como caboclinho, e o filho dele, Rafael Ribeiro Costa, que era vereador de Ortigueira, na região dos Campos Gerais do Paraná, foram assassinados em uma área de zona rural da cidade nesta segunda-feira (18). Eles foram atingidos por disparos de armas de fogo e não resistiram. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa.

As equipes de polícia de Ortigueira trabalham para elucidar o caso e identificar os autores do duplo homicídio. Segundo o delegado Rafael Souza , o crime ocorreu por volta das 17 horas. “Trabalhamos com algumas hipóteses de motivação e autoria. Mas não podemos revelar para não prejudicar o andamento das investigações”, afirma. Segundo ele, as circunstâncias dos assassinatos levam a crer que foi uma execução e que ao menos duas pessoas tiveram participação.

“Primeiro foram efetuados disparos por trás que atingiram o veículo que eles estavam. Depois que o carro bateu em uma casa, os assassinos foram conferir se Joarez e Rafael tinham morrido e dispararam mais vezes. Foram muito mais que dez tiros. Só a perícia irá atestar quantos disparos foram efetuados”, relata o delegado.

Caboclinho era um personagem conhecido na crônica policial do Paraná. Ele chegou a ser preso durante a CPI do Narcotráfico em 2000 por suspei­­ta de participar de uma quadrilha de roubo de carros, mas o caso foi ar­­quivado por falta de provas. Em 2007, foi julgado e condenado a 17 anos de prisão pela morte de Jesael Cubas, ocorrida em 1999.

Segundo a acusação, na época, Caboclinho foi o mandante do crime, já que Cubas teria muitas informações a respeito de seus negócios supostamente ilícitos. Ele cumpriu cinco anos da pena em regime fechado e depois a defesa entrou com recurso e Caboclinho deixou a prisão. Costa também chegou a ser acusado por receptação em Marin­­gá, no Noroeste do estado, onde ti­­nha uma loja de autopeças. Em 2011, ele foi novamente acusado, desta vez, de agressão.

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