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reinaldo bessa

O velho nós x eles

Tarde de gente bonita e elegante marcou o lançamento da Coleção Verão 2017 da Mixed, quarta-feira, no Pátio Batel. As irmãs Giovana (de xale azul) e Juliana Martins de Oliveira (última à dir.) receberam várias convidadas, entre elas Ana Paula Palácios Leão, Paula Borcath (ambas à esq.) e Daniela Leão. | Naideron Jr.
Tarde de gente bonita e elegante marcou o lançamento da Coleção Verão 2017 da Mixed, quarta-feira, no Pátio Batel. As irmãs Giovana (de xale azul) e Juliana Martins de Oliveira (última à dir.) receberam várias convidadas, entre elas Ana Paula Palácios Leão, Paula Borcath (ambas à esq.) e Daniela Leão. (Foto: Naideron Jr.)

Uma escola pública de Curitiba foi notícia na edição brasileira do jornal espanhol El País. Intitulada “A professora que usou funk para ensinar Marx (e acabou repreendida)”, a matéria conta a história da professora de sociologia Gabriela Viola, de 22 anos, que coordenou uma paródia da música Baile de Favela feita por alunos do ensino médio da escola estadual Maria Gai Grendel, no Tatuquara, o que lhe rendeu afastamento por uma semana. Segundo o jornal, o episódio jogou mais lenha na fogueira do debate sobre o movimento Escola sem Partido, que acusa professores de tentar doutrinar seus alunos. O vídeo da música, gravado em sala, é resultado de um trabalho sobre Karl Marx, conteúdo que faz parte da grade curricular do primeiro ano de sociologia do ensino médio.

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O vídeo mostra um grupo de jovens cantando e dançando ao som de Baile de Favela. A letra diz: “Os burgueses não moram na favela. Estão nas empresas explorando a galera. E para os proletários o salário é uma miséria. Essa é a mais-valia vamos acabar com ela”. No dia seguinte à postagem no Facebook, Gabriela foi convocada para uma reunião no Núcleo Regional de Educação, subordinado à Secretaria de Educação do estado, onde foi orientada a ficar em casa . Mas, após protesto dos estudantes, a professorinha revolucionária voltou para a sala de aula menos de uma semana depois.

Gabriela, informa o El País, formou-se em sociologia com bolsa do ProUni e defende que a escola busque maneiras de se tornar mais interessante que o Facebook. “Damos aula como no século XIX para alunos do século XXI. A sociedade é dinâmica e a escola precisa se adaptar”, diz ela.

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