A advogada Kátia Ferraz (dir), vítima de homicídio, ao lado da amiga Isabel Mendes| Foto: Arquivo pessoal

A Delegacia de Homicídios (DH) vai solicitar que sejam realizados exames periciais em armas apreendidas recentemente na região metropolitana de Curitiba (RMC) para tentar chegar aos autores do assassinato da advogada Kátia Regina Leite Ferraz, de 45 anos, ocorrido no dia 24 de fevereiro. A mulher – que era advogada da ParanaPrevidência – foi executada com cinco tiros na cabeça, quando saía de carro do condomínio em que morava, no bairro Boa Vista, em Curitiba.

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A arma usada no homicídio foi uma pistola nove milímetros. Uma das linhas de investigação aponta que um suspeito de ter cometido o assassinato foi preso nas últimas semanas, por envolvimento em outro crime. Com ele, teria sido apreendida uma arma compatível com a que disparou os tiros que mataram Kátia.

"Pelo confronto balístico vai ser possível saber se os tiros que atingiram a advogada partiram desta arma. Com isso, será possível aprofundar as investigações e descobrir a autoria do crime", disse o delegado Eduardo Krüger Costa, que desde meados de abril é o responsável pelas investigações. Ainda não há uma data definida para que a polícia receba o laudo da perícia.

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Outra hipótese com a qual a polícia trabalhou é de que o crime teria sido cometido por Indiomar Batista da Silva, de 31 anos, que morreu na noite de 10 de maio, ao tentar invadir a residência que serve de alojamento aos seguranças do governador Orlando Pessuti para roubar um automóvel que estava na garagem. Na ocasião, os agentes trocaram tiros com os assaltantes e Silva acabou morrendo no confronto.

De acordo com as investigações, Silva era filho de um funcionário público, cuja aposentadoria teria sido inviabilizada pela atuação de Kátia, como advogada da ParanaPrevidência. "Essa era uma hipótese. Entretanto, não tivemos elementos para comprovar esta possibilidade, que teria sido motivada por vingança", apontou o delegado.

O crime

Kátia foi assassinada por volta das 8h40 do dia 24 de fevereiro. A advogada saía do condomínio onde morava, na Rua dos Dominicanos, em sua caminhonete, uma Kia Sportage. Na ocasião, a polícia apurou que duas pessoas participaram do crime: os tiros foram disparados por um rapaz que, em seguida, subiu na garupa de uma motocicleta e fugiu com o comparsa.

Além de atuar na ParanaPrevidência, Kátia também trabalhava na Vara de Família de Curitiba. A advogada era divorciada e deixou três filhos.

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