Ponta Grossa - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou ontem ao Ministério da Justiça um documento com propostas para combater as ocupações de terra. A iniciativa é uma reação ao "Abril Vermelho 2010", mobilização organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O documento sugere a criação do Plano Nacional de Combate às Invasões de Terra, nos moldes do que foi feito para tentar eliminar o tráfico de drogas e a pirataria, conforme a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO). "Não é uso da violência. Precisamos que o governo sinalize que está preocupado com a questão das invasões de terras. Só essa sinalização já pode conter as invasões", afirmou a senadora. Entre as propostas do plano estão o uso da Força Nacional e atuação das polícias Federal e Rodoviária Federal para detectar ocupações e conter o movimento.
Segundo um dos coordenadores do MST no Paraná, José Damasceno, a ação da CNA não surpreende. "Faz parte da política do latifúndio criminalizar os movimentos sociais. No governo FHC já houve tentativa de tratar os sem-terra como problema de segurança nacional. Isso é comum vindo da bancada ruralista", afirma. Para ele, a importância do MST se mostra nos assentamentos já realizados. "Basta ver o papel dos assentamentos no campo social, na geração de alimentos e de empregos. Acho muito leviano qualquer político, mesmo que de direita, fazer declarações como essas", diz.
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