Universidades federais que usam o Enem para a seleção de novos alunos enfrentam um impasse sobre o que fazer diante da decisão da Justiça do Ceará de suspender a validade do exame em todo o país. As instituições que optaram por um sistema misto que inclui tanto análise da nota do Enem quanto de exames próprios estão em uma situação mais confortável. Para elas, caso o resultado do Enem demore a sair, a alternativa é levar em consideração apenas as notas dos candidatos obtidas no vestibular.Já as que dependem exclusivamente do Enem para seleção dos alunos ouvidas pela reportagem informaram que não vão fazer nenhuma mudança na política até agora adotada. Até porque, não haveria tempo suficiente para montar todo o esquema de avaliação. "O Enem é um exame de alto nível. Não há razão para que ele seja substituído. Vamos esperar. Há bastante tempo até o início do ano letivo", afirmou o reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido, Josivam Barbosa. A Universidade de Pelotas e a do Mato Grosso também vão aguardar o resultado do Enem.
UFPR
O reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho, não vê razões para a universidade abrir mão do exame como um dos critérios de admissão o Enem equivale a 10% da nota do vestibular da instituição. "Estamos confiantes de que o MEC e o Inep irão recuperar essa situação e encaminhar uma resposta ao problema." O reitor afirma que somente na sexta-feira será possível aferir quantos candidatos foram afetados pelas falhas, e então tomar um posicionamento. "Queremos focar no vestibular e transmitir tranquilidade aos alunos e suas famílias."
A primeira fase do concurso da UFPR ocorre no próximo domingo. Já as provas da segunda fase estão marcadas para os dias 5 e 6 de dezembro, data que pode coincidir com a reaplicação do Enem para os candidatos prejudicados. Em princípio, a UFPR não cogita mudar a data.