O discurso do governador Beto Richa (PSDB) de que “o melhor está por vir” neste segundo mandato não encontra respaldo na realidade. Ao menos não nas projeções econômicas do próprio Executivo.
De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017, as contas do governo do Paraná terão, nos dois últimos anos da gestão tucana, rombo de R$ 1,7 bilhão maior do que o projetado na LDO deste ano.
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Leia a matéria completaPara 2017, a previsão de resultado primário – receitas menos despesas – saltou de um saldo negativo de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,7 bilhão no vermelho. Para 2018, a projeção é ainda pior: de um rombo de R$ 209,6 milhões para um saldo negativo de R$ 1,6 bilhão.
O cenário de crise permanente neste mandato de Richa também se expressa nas revisões da projeção do PIB do estado e da inflação medida pelo IPCA. De 2016 até 2018, as previsões de crescimento do PIB na casa de 3%, 3,5% e 3,5%, respectivamente, caíram para -1%, 1% e 2,5%. Já a inflação, que tinha viés de queda nesses três anos (5,64%, 5,16% e 5,02%) foi revista para cima: 7,28%, 6% e 5,41%.
“A economia paranaense, devido à sua base diversificada e pela política adotada para atração de investimentos produtivos por meio de incentivos fiscais, vem apresentando resultados melhores que a economia brasileira. No entanto, a recessão econômica do país ainda deve afetar diretamente a nossa economia. Como as despesas crescem em ritmo maior que as receitas, o déficit é inevitável”, justifica o governo no anexo de metas fiscais da LDO.
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