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A Polícia Federal vai ouvir nos próximos dias o depoimentos de José de Filippi Jr, tesoureiro da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no inquérito que investiga tentativa de compra de um dossiê com informações contra candidatos do PSDB. A PF também vai ouvir, no mesmo caso, José Giácomo Baccarin, que atuou como coordenador financeiro na campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo.

Os investigadores do caso consideram necessário ouvir os tesoureiros a respeito da possibilidade de que parte do dinheiro (R$ 1,7 milhão) que seria utilizado na transação tenha saído dos caixas desses comitês.

- O dinheiro foi apreendido com pessoas que, inegavelmente, tinham alguma relação com essas campanhas e não podemos descartar essa linha de apuração - justificou um delegado da PF ligado à investigação, que pediu para não ser identificado.

No dia 15 de setembro, a PF apreendeu cerca de R$ 1,7 milhão em poder de Gedimar Passos e Valdebran Padilha - ambos ligados ao PT - em um hotel na capital paulista. (Conheça os personagens do escândalo)

Os recursos seriam utilizado para a compra de documentos contra tucanos reunidos pelo empresário Luiz Antônio Vedoin acusado de ser o chefe da chamada máfia das ambulâncias, investigada por desvios de recursos da saúde.

Pelas investigações realizadas pela PF, o montante teria chegado até o hotel por intermédio de Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Mercadante, transportado dentro de uma sacola que, posteriormente, foi apreendida com Gedimar.

De acordo com o policial, Filippi Júnior, que é prefeito da cidade paulista de Diadema, será ouvido em função dos recursos terem sido encontrados com Gedimar.

Policial federal aposentado, Gedimar trabalhava no comitê de campanha de Lula em Brasília, sob o comando de Jorge Lorenzetti, responsável justamente pela área de análise de Risco e Mídia do comitê.

- É muito pouco provável que esse dinheiro seja do Gedimar ou de Valdebran - ponderou o delegado.

Já Giácomo Baccarin, primeiro suplente de Mercadante, deverá prestar depoimento em função de sua provável proximidade com Hamilton Lacerda, considerando que ambos atuavam no comitê do senador.

De acordo com a mesma fonte, a PF já constatou indícios da prática de diversos crimes na tentativa de negociação do dossiê. Dentre eles, crimes contra o sistema financeiro, como lavagem de dinheiro, por exemplo.

A análise criminal do processo caminha nesta fase da investigação para identificação de eventual prática de crime eleitoral.

- Não podemos descartar a possibilidade de que a lei eleitoral tenha sido violentada durante essa tentativa de negociação - finalizou.

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