O otimismo em relação à política monetária nos Estados Unidos e a expectativa de adoção de estímulos na Europa impulsionaram as bolsas do mundo inteiro nesta quinta-feira (8).
No Brasil, o anúncio do corte de gastos por parte do governo ampliou o bom humor na BM&FBovespa, que fechou no azul pelo terceiro dia.
A melhora na percepção de risco dos investidores também retirou a pressão sobre o mercado de câmbio. Assim, o dólar perdeu força sobre o real e as principais moedas internacionais.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,97%, para 49.943 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,059 bilhões.
Estatal
A principal influência positiva foi o avanço de 5,88% das ações preferenciais da Petrobras, sem direito a voto.
Na véspera, a estatal informou que concluiu com sucesso negociação com credores que demandavam demonstração contábil do terceiro trimestre de 2014 revisada por auditor externo até fim deste mês.
Em nota, a equipe de análise da Concórdia Corretora avaliou a flexibilização dos credores da Petrobras "como um alento para a companhia, apesar de representar apenas um ganho de fôlego, e não a solução de seus problemas".
Perspectivas
O analista da Guide Investimentos Fabio Galdino diz que o baixo preço da Bolsa brasileira em dólar pode estimular entradas de curto prazo, mas que o Ibovespa "ainda tem mais para cair" nos próximos meses. "A gente vai ter que passar por um ajuste fiscal bastante grande", afirma.
O ganho do setor bancário, segmento com maior peso dentro do Ibovespa, também ajudou o índice a subir no dia. O Itaú Unibanco e o Bradesco tiveram valorizações de 1,56% e 0,52%, respectivamente, para R$ 36,36 e R$ 37,08. Já o Banco do Brasil subiu 0,34%, para R$ 23,56.
Em sentido oposto, as siderúrgicas caíram fortemente, após terem registrado ganhos expressivos no último pregão. A Usiminas encabeçou a lista, com a sua ação preferencial registrando baixa de 5%, para R$ 4,75. A CSN cedeu 2,44%, para R$ 5,60, enquanto a Gerdau perdeu 1,92%, para R$ 10,22.
Câmbio
O dólar fechou em queda de mais de 1% nesta quinta-feira, a R$ 2,67, acompanhando o bom humor externo após o Federal Reserve, banco central norte-americano, tranquilizar os mercados ao reforçar que não tem pressa para elevar os juros.
A moeda norte-americana recuou 1,15%, a R$ 2,6724 na venda, após atingir R$ 2,6617 na mínima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de R$ 1,7 bilhão.
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