Após duas derrotas seguidas, a esperança de muitos torcedores do Coritiba de voltar a vencer neste domingo (30), às 16h, contra o São Paulo, no Couto Pereira, está concentrada no retorno do meia-atacante Rafinha. O atleta esteve ausente dos últimos três jogos por causa de uma lesão na coxa.
Nos 12 confrontos em que Rafinha esteve em campo neste Brasileiro, o Coxa alcançou um aproveitamento de 41,6%. Caso o Alviverde tivesse esse desempenho em todo o Nacional, estaria em 13.º lugar. Nas 14 partidas sem ele, acumulou só 30,9% dos pontos disputados, rendimento digno da zona do rebaixamento.
Diferença que rendeu elogios de Marquinhos Santos, apesar de o técnico não confirmar a presença do meia na partida de amanhã. "É um jogador que já conhece a estrutura da equipe e que pode causar um desequilíbrio individual. Vem durante a semana trabalhando nessa transição [do departamento médico para o campo] e está à disposição para ser utilizado", diz o treinador. "É um atleta que tem inteligência de jogo na parte individual e tática. Pode ser decisivo", espera.
A fama de fazer a diferença também é conhecida dos companheiros. O lateral-direito Victor Ferraz comemorou o fato de o grupo poder contar com o camisa 7 na sua estreia no Couto Pereira.
"É um jogador que dispensa comentários. No treinamento e nos jogos a gente sabe que pode dar a bola para ele, meio apertado, jogar a responsabilidade, que ele gosta disso, enfrenta mesmo o adversário", conta. "É importante ter jogadores assim, com identificação com a torcida. É de suma importância para esses jogos nervosos [como contra o São Paulo]", completa.
Com a contusão de Ayrton, Ferraz será uma das novidades do técnico Marquinhos Santos. Rafinha e Roberto, no lugar de Robinho e Marcel, devem ser as outras inovações do comandante alviverde para evitar que o clube possa entrar na zona do rebaixamento nesta rodada a diferença para a faixa da degola é de um ponto.
Procurado ontem pela imprensa e pela assessoria de comunicação do próprio Coritiba, Rafinha negou-se a dar entrevista. Uma "timidez" que a torcida não espera ver em campo amanhã, quando o meia-atacante enfrentará o clube do qual carrega uma mágoa por nunca ter sido aproveitado.
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