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Quito - A Assembleia Nacional do Equador retomou na quinta-feira seus trabalhos com um polêmico debate sobre a violenta rebelião policial que colocou em risco a estabilidade do país e paralisou por uma semana a atividade legislativa.Em meio a uma forte proteção militar, os parlamentares retornaram a seus lugares para investigar o motim policial, que começou com um protesto contra um corte em seus benefícios econômicos e terminou num sangrento confronto com militares que intervieram para resgatar o presidente Rafael Correa.

"Espero que sejamos capazes de tratar os temas com serenidade", disse o presidente do legislativo, Fernando Cordero, ao abrir a sessão.

No entanto, governistas e opositores iniciaram uma tensa discussão sobre se a rebelião foi uma tentativa de golpe de Estado, como diz o governo, ou um protesto trabalhista que saiu do controle das autoridades.

Durante a rebelião, a sede do Congresso foi invadida por policiais depois que a segurança legislativa abandonou seu posto em solidariedade aos manifestantes e, segundo partidários de Correa, com a cumplicidade da oposição.

Na última sessão, a Assembleia tramitava a polêmica lei de austeridade do setor público que despertou o protesto dos policiais, mas o debate não chegou a terminar.

A lei entrou em vigor no começo da semana, ratificando o corte de benefícios e pagamentos por condecorações aos servidores públicos, incluindo policiais e militares.

A Assembleia tentou funcionar durante os dias posteriores ao protesto, mas o governo argumentou falta de garantias, o que foi classificado por partidos de oposição como uma estratégia para justificar o suposto golpe de Estado.

Correa informou na quarta-feira que chegou a um consenso com forças políticas a favor de seu projeto para aprovar leis-chave para "radicalizar" a revolução socialista, o que congelou o plano do presidente de dissolver a Assembleia e legislar por decreto até a convocação de eleições.

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